“Desafios da Prática na Atenção ao Comportamento Suicida” foi o tema debatido na manhã desta quarta-feira, 19, no Adamastor Centro. A mesa redonda contou com a médica da Secretaria de Saúde Ana Paula Bonanno, o major Rodrigues da Escola Superior de Bombeiros, o jornalista Valdir Carleto, além das voluntárias do Centro de Valorização da Vida (CVV), Ana Lúcia de Souza, Zilda Aparecida da Silva e Edyamara Coimbra.

O evento, promovido pela Secretaria de Saúde, teve por objetivo fortalecer a Campanha Brasileira do Setembro Amarelo de prevenção ao suicídio, que ocupa hoje a quarta posição de mortalidade no Brasil por causas externas.

A enfermeira da Vigilância Epidemiológica Municipal, Carla Matilde Claro Zottino, abriu o evento, falando que a taxa de suicídios no Brasil é de 5,8 para cada 100 mil habitantes, enquanto o índice médio mundial é de 11,4, sendo que a população masculina apresenta  risco maior  em todas as idades.

Segundo a mediadora do evento, Salete Vasconcelos, a ideia foi proporcionar uma discussão ampliada sobre a importância de se fazer a integração e a articulação dos vários setores que compõem a rede de atenção e proteção ao suicídio.  “O suicídio acontece na sala de aula, no shopping, na rua, etc. Por isso, é fundamental fazer esse debate com a presença de profissionais das áreas de Educação, Saúde, Assistência Social e veículos de comunicação”, explicou.

O representante do Corpo de Bombeiros defendeu o enfrentamento e a derrubada das áreas de risco para o suicídio, diminuindo a divulgação desses locais preferidos pelas pessoas com comportamento suicida. Da mesma forma, o jornalista Valdir Carleto, editor do Click Guarulhos, Revista Weekend e RG (Revista Guarulhos), falou sobre o papel educativo da mídia diante dessas ocorrências.

O consenso geral da mesa redonda foi de que o indivíduo que comete suicídio apresenta sinais prévios de seu sofrimento, por meio de isolamento social, mudança de comportamento, tristeza profunda, entre outros. “No caso dos adolescentes, muito deles dão sinais de seu comportamento suicida no ambiente escolar, utilizando a tecnologia como forma de isolamento. Por isso, precisamos fortalecer as formas de cuidado a essas pessoas”, destacou a médica.