Mudança de partido atrapalhou reeleição de Gileno

O deputado estadual Gileno Gomes foi eleito em 2014 pelo PSL, com 34.953 votos, por ter sido o primeiro colocado em uma coligação de seis pequenos partidos.

Quando o deputado federal Jair Bolsonaro resolveu filiar-se ao PSL, Gileno temeu que tivesse dificuldades de eleger-se, porque vários nomes fortes entraram no partido junto com o presidenciável. Passou, então, a estudar em qual sigla teria mas chances de reeleição, acabando por decidir pelo Pros.

Porém, com o crescimento de Bolsonaro na busca pela Presidência da República, houve uma enxurrada de votos para candidatos do PSL, fazendo da advogada Janaína Paschoal, co-autora do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma, a deputada estadual mais votada da história do País. Como é voto é proporcional, os mais de 2 milhões de votos obtidos por ela arrastaram diversos outros candidatos, chegando a 15 deputados. O último entre os eleitos foi o Coronel Nishikawa, com apenas 23.014 votos.

Se Gileno tivesse permanecido no PSL, teria sido eleito com folga: teve 31.733 votos. No Pros, o guarulhense ficou com a primeira suplência, mas com remotas chances de assumir, porque o partido só elegeu um nome: Adriana Borgo, com 41.953 votos.

 

Valdir Carleto