Mulher ferida na queda do teto do Hospital da Criança reclama de atendimento

“Essa é a perna da minha esposa (foto abaixo). Ela foi a principal vítima dessa situação”, escreveu Jones Manoel de Oliveira Silva ao Click, referindo-se à queda do forro do Hospital da Criança, ocorrida no dia 10 de abril. “Eu não acho justo o jeito que estão tratando a minha esposa; vou levá-la ao médico de novo. Até agora ninguém ligou, ninguém entrou em contato. O hospital largou de mão; vou procurar os nossos direitos”, reclamou.

Perna da mulher ficou bastante roxa, porém não houve fratura – Foto: Arquivo de família

Jonas relatou que a sua mulher, Áurea Cecília de Assis Silva, estava com o filho no Hospital Municipal da Criança, aguardando atendimento, quando o forro desabou e atingiu a perna dela. A criança havia levantado momentos antes para ir ao banheiro, por isso não foi atingida também. “Poderia ter sido fatal, meu filho estava junto com ela. Ele pediu para ir ao banheiro. Aí ele levantou correndo e ela foi atrás dele. Quando ela deu um passo e trocou a passada o teto caiu em cima da perna dela. Até hoje ela não está conseguindo fazer as coisas direito; não está conseguindo trabalhar direito. Ela trabalha fazendo unha, atividade que se tornou muito difícil”, disse o marido.

Segundo ele o socorro à mulher foi prestado no próprio local. Depois ela foi levada ao HMU, onde foi submetida a exames. “Não houve fratura, mas a minha esposa passou uma semana parada em casa, sem poder levantar da cama para trabalhar. Ainda hoje ela sente muitas dores e está com a perna machucada. Não chegou a cortar, mas feriu por dentro, causando uma infecção interna. Daí ficou roxo e só agora que a perna dela está começando a desinchar”, completou.

Para Jones, o fato de não ter havido fratura fez com que tratassem o caso sem a devida atenção. “O médico só deu atestado de um dia. Essa bota e a calça que ela estava usando no dia (foto abaixo) foi o que não deixou corta as pernas dela, pois caiu bem em cima da bota, que a protegeu.”

Áurea Cecília de Assis Silva no HMCA logo após o acidente – Foto: Arquivo de família

Outro lado

Questionada pelo Click Guarulhos, a Secretaria de Saúde respondeu que, “ao contrário do afirmado, a paciente recebeu toda a assistência necessária na data da ocorrência. Ou seja, a mulher recebeu os primeiros atendimentos no próprio HMCA, onde realizou exame de raio-X e passou por avaliação médica, não sendo constatada nenhuma fratura. Na sequência, por volta das 20h, ela foi removida ao Hospital Municipal de Urgências (HMU) para avaliação do ortopedista, que confirmou o primeiro diagnóstico de que a paciente teve somente uma contusão leve sem fratura. Ela foi medicada, recebeu alta e orientações.”

No entanto, diante da queixa, “uma profissional do Departamento de Urgência e Emergência da Secretaria de Saúde entrou em contato telefônico com a paciente (na manhã desta terça, 23), colocando os serviços da rede à disposição dela, a qual ficou de retornar a ligação caso haja necessidade. Porém, a mulher relatou que reside no município de Nazaré Paulista e que se precisar de atendimento médico, provavelmente, irá procurar um serviço de saúde na cidade onde mora.”

O marido da paciente respondeu que eles têm um sítio em Nazaré Paulista, porém residem na rua Hilário Pires de Freitas, no Jardim Fortaleza. “Quando a gente está lá (em Nazaré) no fim de semana, a gente procura atendimento lá”, finalizou.