Em março, em homenagem ao mês da mulher, a Rede TVT publicou um vídeo em sua fanpage, com o título deste texto, falando dos feitos de sete mulheres brasileiras que colaboraram com a construção da história, mas que pouco são lembradas. Difundir a história dessas mulheres, mesmo que de forma breve, é um movimento a favor do reconhecimento de sua vida e obra, que, devido ao machismo, foram completamente ignoradas nos livros de história e nas salas de aula. A história do Brasil também foi construída por mulheres.

1 – Júlia Lopes de Almeida (1862 – 1934)
Escreveu 10 romances e foi uma das idealizadoras da Academia Brasileira de Letras, mas pouco tempo antes da inauguração, foi excluída da relação de “imortais” e em seu lugar entrou seu marido, Filinto de Almeida.

2 – Carolina Maria de Jesus (1914 – 1977)
Escritora mineira, radicada em São Paulo, aprendeu a ler e escrever sozinha, através de livros que encontrava pela rua com o seu trabalho de catadora. Foi descoberta por um jornalista em 1958 e teve seu livro de estreia “Quarto de Despejo” publicado em 1960, o qual vendeu 10 mil exemplares em apenas uma semana de lançamento. Carolina foi esquecida e sua obra só voltou a ser celebrada nas comemorações do seu centenário de vida, em 2015.

3 – Maria Quitéria de Jesus Medeiros (1792-1853)
Alistou-se no regimento de artilharia como soldado Medeiros, depois foi transferida para a infantaria e passou a integrar o Batalhão dos Voluntários do Imperador, tornando-se a primeira mulher a pertencer a uma unidade militar no Brasil.

4 – Antonieta de Barros (1901-1952)
Professora, jornalista e escritora catarinense, Antonieta foi também a primeira mulher deputada do estado de Santa Catarina e a primeira deputada estadual negra do Brasil. Filha de escrava liberta, teve dificuldades para se educar. Por conta disso, dedicou sua vida à luta pela valorização da educação.

5 – Aracy de Carvalho Guimaraes Rosa (1908-2011)
Filha de imigrante alemã e poliglota, conseguiu uma colocação no consulado brasileiro em Hamburgo nos anos 30, na Alemanha, para atuar na seção de passaportes. Em 1938, ignorou a lei do governo brasileiro que impedia a entrada de judeus no país e permaneceu enviando judeus, que fugiam da II Guerra Mundial, para o país. Aracy  tem seu nome estampado no Museu do Holocausto de Israel , como “O Anjo de Hamburgo”, devido às milhares de vidas que salvou.    5 – Aracy de Carvalho Guimaraes Rosa (1908-2011) Filha de imigrante alemã e poliglota, conseguiu uma colocação no consulado brasileiro em Hamburgo nos anos 30, na Alemanha, para atuar na seção de passaportes. Em 1938, ignorou a lei do governo brasileiro que impedia a entrada de judeus no país e permaneceu enviando judeus, que fugiam da II Guerra Mundial, para o país. Aracy  tem seu nome estampado no Museu do Holocausto de Israel , como “O Anjo de Hamburgo”, devido às milhares de vidas que salvou.

6 – Tereza de Benguela (??- 1770)
Seu marido, José Piolho, era o líder do quilombo do Piolho e chefiava a aldeia, mas acabou morto. Com a morte do marido, Tereza assumiu a liderança e conseguiu resistir a diversas tentativas de invasão de mercenários e portugueses à aldeia, por duas décadas.

7 – Maria Lacerda de Moura (1887-1945)
Nascida no interior de Minas Gerais, Maria Lacerda foi educadora, anarquista e uma das precursoras do feminismo no Brasil. Foi fundadora da liga para a emancipação intelectual da mulher em 1920, que lutava pelo sufrágio feminino. Escreveu mais de 10 obras sobre educação e emancipação feminina, principalmente em relação à sexualidade e opressão de classe em relação às mulheres.