Nova pesquisa mantém Lula, Bolsonaro e Marina na frente

O Instituto Paraná divulgou nova pesquisa de intenção de votos nesta terça-feira. De acordo com a Resolução-TSE n.º 23.549/2017, a pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o nº BR-00884/2018 para o cargo de Presidente.
Foram ouvidos 2240 eleitores, de 170 municípios, de 25 a 30 de julho. As cidades foram escolhidas por sorteio. A margem de erro é de 3% a 5,5%, dependendo da região do País. A margem de erro geral apontada pelo Instituto é de 2%.

Em um panorama em que aparece o ex-presidente Lula como candidato do PT, ele conta com 29% das preferências; Jair Bolsonaro (PSL) vem com 21,8%; Marina Silva (Rede), 9,2%; Geraldo Alckmin (PSDB), 6,2%; Ciro Gomes (PDT), 6%; Álvaro Dias (Podemos), 4,2%; Manoel D´Ávila (PCdoB), 1,0%; João Amoêdo (Novo), 0,9%; Henrique Meireles (MDB), 0,8%; Guilherme Boulos (PSol), 0,5%; Levy Fidelix (PRTB), 0,8%; Paulo Rabello de Castro, 0,3%; Vera Lúcia, 0,1%. Não sabem: 3%; não votariam em nenhum desses: 16,2%.

No cenário sem Lula, variam muito pouco os resultados se o nome do PT for Fernando Haddad ou Jacques Wagner: ambos aparecem com 2,8%; Jair Bolsonaro lidera com 23,6%; Marina Silva tem 14,4%; Ciro Gomes, 10,7%; Geraldo Alckmin, 7,8%; Álvaro Dias, 5%; Manuela D´Ávila, 1,7%; Humberto Meireles, 1,1%; Guilherme Boulos, 1,0%; João Amoêdo, 1%; Levy Fidelix, 0,8%; Paulo Rabello, 0,4% e Vera Lúcia 0,4%. Não sabem: 4,7%; não votariam em nenhum desses, 24,7%.

A pesquisa também indagou “em quem não votaria de jeito nenhum”. Haddad aparece com 67%; Alckmin, com 63,3%; Henrique Meireles, com 62,3%; Ciro, com 58,9%; Marina, 55,2%; Bolsonaro, 54,3%; Lula, 54,1% e Álvaro Dias, 46%.

Quanto ao nível de conhecimento do nome, Álvaro Dias é o menos conhecido (25,1%). Ele deve contar com apoio de Paulo Rabello e Levy Fidelix.

Permanece a dúvida quanto à possibilidade legal de Lula ser candidato. O PT mantém a disposição de lançá-lo, em vez de optar por outro nome. Ele próprio insiste na candidatura e o partido tem expectativa de que a decisão do Tribunal Superior Eleitoral, declarando-o inelegível, não saia antes da eleição no primeiro turno. Pelas declarações dadas até agora, o PT prefere apostar na ideia de que, com votação expressiva, inibirá decisão judicial contrária ao ex-presidente. Não está descartado que ele participe do horário eleitoral e tenha o nome na urna eletrônica, mesmo mantido preso. Caso eleito, haverá um impasse jurídico sem precedente.

Há juristas, no entanto, que entendem que o TSE indeferirá de pronto o pedido de registro da candidatura Lula. Petistas reagem, afirmando que, nesse caso, caberá recurso ao STF e que não haverá tempo para decisão antes do segundo turno.

Valdir Carleto