O melhor presente de Natal!

José Augusto Pinheiro é jornalista guarulhense.

 

Houve um tempo em que as pessoas tinham um hobby: juntavam-se selos, moedas, figurinhas, troféus; enfim, tudo que pudesse ser agrupado, a fim de mostrar para as visitas em casa. Dava trabalho, mas valia a pena. Era fator de integração, entretenimento e de cultura.

 

Eu já fui filatelista. De tempos a esta parte, eu coleciono amizades. É sempre bom conhecer pessoas novas; são universos em particular, normalmente com muito em comum com os nossos propósitos de vida. Seria um previsto reencontro…?

 

Faz 12 anos que eu conheci uma moça que mencionou o valor intrínseco de um abraço sincero. Eu já ouvira falar da Terapia do Riso, com gargalhadas curando males diversos ao desopilar o fígado. Mas abraçar alguém desconhecido também pode ser lenitivo para a dor da carência afetiva e espiritual? Pode, sim.

 

Em sua obra A Terapia do Abraço, Kathleen Keating afirma que “abraçar é um instinto, uma resposta natural a sentimentos de afeição, compaixão, carência e alegria; é também uma ciência, um método simples de oferecer apoio, cura e crescimento, com resultados excelentes. Abraçar é também uma arte”.

 

Se é assim, então vamos abraçar. Desde 2010, eu tenho a felicidade de integrar harmonioso grupo que se reúne uma vez por ano, não para trocar presentes de Natal, mas para oferecer a sua melhor energia a quem dela quiser fazer uso. Nós abraçamos na principal rua do comércio de Guarulhos.

 

Será na próxima quinta-feira, dia 24, das 09h às 11h, no Marco Zero – onde a história da cidade começou – localizado na rua Dom Pedro II, em frente à Igreja Matriz. Márcia Barbosa, colaboradora das Casas André Luiz, foi quem fundou esse grupo. “É uma forma de retribuir o muito que recebemos durante o ano que se finda”, diz ela.

 

O abraço é o melhor presente de Natal ou de qualquer outra época do ano. Afinal, trata-se do único benefício que se dá e que se recebe simultaneamente. A reciprocidade faz parte da festa. Junte-se a nós. Viva uma experiência diferente. O espírito, mais leve, agradece. Feliz Natal!