“O silêncio não é aceitável”, diz arcebispo Scicluna sobre abusos na Igreja

Vaticano promove encontro de 21 a 24 deste mês sobre o assunto - Foto: Vatican News

O Vaticano promoveu nesta segunda-feira, 18, uma entrevista coletiva para a imprensa para informar como será o encontro “A proteção das crianças na Igreja”, que discutirá as denúncias de abusos cometidos por religiosos contra crianças e adolescentes, nos dias 21 a 24. Participarão representantes de conferências epicospais de 130 países e integrantes de grupos de vítimas. O Papa Francisco fará a abertura e o encerramento do encontro. 

O secretário da Congregação para a Doutrina da Fé e membro da Comissão Organizadora, arcebispo de Malta Charles J. Scicluna, disse que o silêncio é inaceitável. “A negação é um mecanismo primitivo, mas devemos nos afastar do código de silêncio, quebrar a cumplicidade, porque o silêncio não é aceitável”.

O arcebispo destacou que, quando se trata de “proteger a inocência”, não é possível desistir. “A Igreja é um lugar seguro para todos, especialmente as crianças”, ressaltou. Segundo Scicluna, “não basta publicar os números, é preciso um estudo aprofundado para dar um contexto”.

Organização

Pela organização do encontro, os três dias de discussão serão dedicados a um tema específico: a responsabilidade dos bispos. Os participantes vão assistir três reportagens por dia seguidas de perguntas e respostas e trabalhos em grupo.

Haverá ainda testemunhos dos sobreviventes e momentos de oração, na abertura e no encerramento do dia. O papa Francisco abrirá os trabalhos com uma introdução e os fechará no domingo com um discurso após a missa. 

O presidente da Fundação do Vaticano Joseph Ratzinger – Bento XVI , padre Federico Lombardi, fará reuniões privadas com representantes das associações de vítimas.

*Com informações da rádio Vaticano