Um problema recorrente na vida de muita gente é o aparecimento de olheiras, que consiste em uma coloração escurecida na pálpebra inferior ao redor dos olhos. “A olheira resulta do acúmulo de melanina nas pálpebras. As causas são multifatoriais e incluem cansaço, má qualidade do sono e hereditariedade”, explica o médico cirurgião plástico do Hospital Carlos Chagas, de Guarulhos, Ricardo Miranda. Segundo ele, as olheiras podem aparecer em qualquer pessoa, sendo mais recorrentes após os 20 anos de idade, principalmente em quem tem predisposição genética.

Tipos
Existem quatro tipos de olheiras mais comuns, conforme explica a fisioterapeuta dermato-funcional da Dolce Vitta Estética e Spa Urbano, Deise Vinha. Confira abaixo:
Melânicas: são aquelas acastanhadas causadas pelo acúmulo de melanina na pele e que podem aumentar com a exposição ao Sol e/ou alterações hormonais. “Esse tipo de olheira, quando associado ao peeling químico, tem bons resultados em seu clareamento e suavização”,
afirma Deise;
Sanguíneas: surgem pelo acúmulo de vasos no local, geralmente de cor mais arroxeada;
Constitucionais: são olheiras fundas, caracterizadas pela anatomia do crânio, em que o orifício do globo ocular é mais profundo e recoberto por uma pele muito fina, que se faz transparecer à sombra da cavidade;
Vasculares: aquelas causadas pelo excesso de retenção de fluidos. Tende a piorar em casos de estresse, cansaço e noites mal dormidas.

Não confunda
Muita gente, ainda hoje, confunde bolsas de gordura e excesso de pele com olheiras, assunto que polemizou ainda mais devido à última edição do reality show Big Brother Brasil, onde uma das participantes, Amanda Djehdian, sofria com o problema, mas olheiras e bolsas de gordura não podem ser consideradas a mesma coisa. “As olheiras e as gorduras palpebrais são duas coisas completamente diferentes e independentes. Nos casos em que há flacidez de pele e gordura nas pálpebras, é indicada a cirurgia de correção, chamada blefaroplastia, que rejuvenesce a região em torno dos olhos”, explica o cirurgião plástico Ricardo Miranda.

Tratamento e prevenção
Segundo Ricardo, para olheiras não existe tratamento cirúrgico e sim dermatológico/estético. “O problema das olheiras nunca é resolvido em definitivo, ele é somente atenuado. O paciente deve estar ciente dessa condição. Já para a prevenção há poucos dados científicos nesse sentido, mas a recomendação é ter uma boa qualidade de sono e cuidar da pele com hidratante e protetor solar”, completa o médico.
Em relação a tratamentos, a indicação varia de acordo com o tipo da olheira. “Nos casos das de origem melânicas é preciso fazer peelings químicos para clareamento das manchas e/ou luz pulsada. Nas de origem sanguíneas e vasculares a carboxiterapia, associada a cosméticos, e a drenagem facial são uns dos melhores tratamentos, por melhorar a circulação no local, eliminar fluidos e hidratar. Já para as olheiras constitucionais, o único tratamento que ajuda é o preenchimento da cavidade com ácido hialurônico, pois diminui o efeito de sombra causado pela mesma, mas como o ácido é absorvido, o efeito dura de seis meses a um ano apenas”, explica Deise.
Segundo ela, qualquer pessoa pode submeter-se a esses tratamentos, mas quem tem a pele com fototipos mais altos, no caso do peeling e da luz pulsada o cuidado deve ser dobrado. “O bom é que todos os tipos de olheiras têm tratamentos, porém uns com melhores resultados outros com menos, pois podem reincidir, principalmente nos casos genéticos”, explica a fisioterapeuta dermato-funcional Deise Vinha.

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Maquiando o problema
Para quem sofre com olheiras, mas não pode ou prefere não tratar o problema, o uso de maquiagem para atenuar a aparência das marcas pode ser uma alternativa. Olheiras de coloração arroxeada pedem o uso de corretivo amarelo; as esverdeadas, corretivo rosado; as amareladas, corretivo lilás; e as avermelhadas, corretivo verde, uma vez que associadas, uma cor neutraliza a outra.

Receita caseira
Se você é do tipo que gosta de fazer tratamentos caseiros, Deise indica uma receita para tentar em casa. “As receitas caseiras têm efeito cinderela. O tratamento ainda é a melhor opção, mas ainda assim uma dica é fazer compressas de camomila e pepino gelados, que ajudam no caso das olheiras de tipo vasculares e às vezes sanguíneas, pois o frio gera vasoconstrição”, finaliza a fisioterapeuta.

Por Talita Ramos