“Os Monólogos da Vagina” em cartaz nesta sexta, sábado e domingo

Comemorando 18 anos de sucesso absoluto de crítica e público, a comédia Os Monólogos da Vagina continua encantando e emocionando plateias de todo Brasil. E estará em cartaz em São Paulo, exclusivamente neste fim de semana, sexta, sábado e domingo, dias 9, 10 e 11, no Teatro Gazeta (veja horários abaixo).

 

Produzido em mais de 150 países e traduzido para mais de 50 idiomas o espetáculo tornou-se fenômeno mundial. Depoimentos verídicos de mais de 200 mulheres colhidos pela autora em todo o mundo abordam de maneira extremamente bem humorada, direta e livre de preconceitos uma reflexão sobre a relação da mulher com sua própria sexualidade.

A estreia brasileira desse fenômeno teatral aconteceu em 7 de abril de 2000, no Teatro Clara Nunes, no Rio de Janeiro, com incrível sucesso de público e crítica. A genialidade de Miguel Falabella na adaptação e direção do texto o tornou o primeiro diretor no mundo a escalar três atrizes para, ao mesmo tempo, encenarem as narrativas das entrevistas originais colhidas por Eve Ensler. Essa concepção, a pedido da própria autora que esteve presente na estreia brasileira, foi adotada mundialmente em todas as produções e assim permanece até hoje.

Atrizes consagradas, como Zezé Polessa, Cláudia Rodrigues, Cissa Guimarães, Fafy Siqueira, Totia Meirelles, Bia Nunes, Lucia Veríssimo, Tânia Alves, Elizângela, Mara Manzan, Maximiliana Reis, Chris Couto, Claudia Alencar e Adriana Lessa, dentre outras, orgulham-se de ter tido a oportunidade de encenar, com muito carinho e respeito, os depoimentos reais de todas as mulheres que tornaram essa obra possível.

Muito mais que um espetáculo teatral, Os Monólogos da Vagina tornou-se um movimento mundial. Segundo Charles Isherwood, do The New York Times, “provavelmente a mais importante obra de teatro político da última década”.

Como surgiu esse fenômeno?

A autora Eve Ensler escreveu o primeiro rascunho dos Monólogos em 1996, após entrevistar mais de 200 mulheres de vários países sobre sexo, relacionamentos, violência doméstica, estupro, etc. Essas entrevistas se transformaram numa enorme fonte de pesquisa e informações.

Eve escreveu o texto para “celebrar a vagina”, mas o propósito do espetáculo transformou-se de uma simples performance comemorativa sobre vaginas e feminilidade em um enorme movimento mundial para acabar com a violência contra as mulheres. A primeira temporada do espetáculo foi no teatro HERE Arts Center em Nova Iorque, e o que era para ter sido uma curtíssima temporada transformou-se rapidamente em um fenômeno ganhando extraordinária visibilidade através de uma enorme campanha popular e mídia espontânea. O espetáculo, desde então, tornou-se fenômeno mundial, sendo inclusive apresentado em países Islâmicos, considerados muito fechados para tal contexto, incluindo Egito, Indonésia, Bangladesh, Malásia e Paquistão.

O texto ganhou em Nova Iorque o prêmio “Obie Award”, na categoria Melhor Espetáculo Inédito, e em apresentações beneficentes já teve em seu cast estrelas hollywoodianas, como Jane Fonda, Susan Sarandon, Glenn Close, Melissa Etheridge, Whoopi Goldberg e até Oprah Winfrey.

Os Monólogos da Vagina são depoimentos que Eve Ensler colheu pela vida afora como quem colhe flores, sem se importar com cor, forma ou perfume, apresentando esse arranjo múltiplo, ora como jornalista, ora como dramaturga, arrancando as mordaças das mulheres que habitam nosso planeta.

De início, a proposta de mergulhar neste universo e resgatar a liberdade e dignidade da expressão feminina me encantou, porque gosto de mulheres e sua interiorização, de sua vida secreta, de suas formas que sangram e se dilatam e nutrem toda a vida. Esta peça é um resgate, um afago e um carinho para todas as mulheres e homens que se respeitam e tentam trilhar os difíceis caminhos de um grupo social injusto e desumano.

No país das bundas expostas nas bancas de revistas como carnes penduradas ao sol, as vaginas vão falar. Ao público, peço a delicadeza de escutar o seu discurso.

Inspirada por Os Monólogos da Vagina, a autora Eve Ensler criou o “V-DAY”, um movimento feminista global para acabar com a violência contra as mulheres e jovens meninas, incluindo estupro, agressão física, incesto, mutilação genital feminina, exploração sexual, etc. O “V-DAY” existe por uma única razão, a de acabar com a violência contra as mulheres.

Ficha Técnica

Texto: EVE ENSLER

Adaptação e Concepção Original : MIGUEL FALABELLA

Elenco: MAXIMILIANA REIS, CACAU MELO, REBECA REIS E SÔNIA FERREIRA

Visagismo: ANDERSON BUENO

Trilha composta: RICARDO SEVERO

Operação de Som: MATTHEUS CHAVES

Operação Luz: LUCAS SILVA

Figurinos: ANDERSON BUENO e MILTON FUCCI JÚNIOR

Cenário 2012: CÁSSIO L. REIS

Montagem de vídeo: FABIO LIMA

Teatro Gazeta
Endereço: Av. Paulista, 900 térreo
Informações: 11 3253.4102

Vendas online: www.teatrogazeta.com.br e www.ingressorapido.com.br

Temporada: Únicas apresentações no CARNAVAL

Dias e Horários:

DIA 09/02 – SEXTA 21h

DIA 10/02 SÁBADO 20h

DIA 11/02 DOMINGO 18h

Preço do ingresso: R$ 70
Classificação etária: 12 anos
Duração: 90 minutos

Grupos e caravanas: rmbrasileventos@uol.com.br