Por Val Oliveira

As folhas da maioria das espécies têm aparência fofinha, o surgimento de flores não é frequente e elas detestam água em demasia. Assim são as suculentas, plantas originárias de regiões onde predomina o calor e o clima seco, como na África, Índia e América. Cultivadas em vasos ou dispostas pelo jardim, podem deixar mais “simpática” a decoração e o paisagismo.
O engenheiro agrônomo Caio Katsuiti Aihara, gerente geral da loja de plantas e jardinagem Ponto Garden, diz que existem mais de 10 mil espécies de suculentas catalogadas, mas que não há certeza de quantas e quais espécies são naturais do Brasil. “Onze Horas (Portulaca grandiflora), Pitera ou Agave (Furcraea foetida), Flor de Maio (Schlumbergera truncata), Cacto macarrão (Rhipsalis teres), por exemplo, são espécies nativas brasileiras”, informa.

Cuidados e ambientes ideais

O principal cuidado é quanto às regas das suculentas. Por serem plantas que armazenam água nas folhas e galhos, não podem ser irrigadas com frequência. “O correto é sentir a terra que está em torno da planta; quanto estiver seco, pode molhar, a cada 10 ou 15 dias, deixando levemente úmido”, recomenda.
Algumas suculentas toleram ambientes internos, desde que tenham bastante luminosidade e pouca umidade. Dentro de casa, as suculentas tendem a seguir a claridade, e crescem desordenadas, e com menor quantidade de folhas. “O ideal é cultivar em locais a pleno Sol, ou a meia-sombra, com bastante claridade. Elas podem ser plantadas em vasos ou canteiros, desde que tenha solo bem drenante e rico em matéria orgânica”, sugere.

Pitera ou Agave victoriae-reginae. A agave vitória

Durabilidade e floração

Quanto à durabilidade, a planta tem ciclo de vida longo. “Há espécies de suculentas mini que possuem folhas pequenas e são sensíveis ao manejo. Mas, com o passar do tempo, a maioria irá produzir novos brotos e mudas”, indica Caio.
Apesar de não ser frequente, a planta produz flores. O agrônomo diz que, geralmente, as espécies que mais atraem a atenção das pessoas são as que estão em período de floração. “Acho que é porque muitos não sabem que as suculentas dão flores.”
Entre os tipos mais procurados e que dão flores, Caio enumera: rosa do Deserto (Adenium obesum); bálsamo (Cotyledon orbiculata); aveloz (Euphorbia tirucalli) rosa de Pedra (Echeveria elegans); babosa (Aloe vera); flor da fortuna (Kalanchoe blossfeldiana) e rosinha de Sol (Aptenia cordifolia).

Pragas

Assim como todas as plantas, as suculentas também estão sujeitas a pragas, que caso não recebam o combate adequado, podem dizimar a muda. Assim, para ser ecologicamente correto, é importante usar produtos orgânicos. “Porém, caso ocorram infestações com pragas ou fungos, talvez seja necessário partir para um produto químico, evitando perdas maiores. Geralmente, o que ocorre é o surgimento de um inseto chamado de cochonilha. Ele suga a seiva da planta, deixa as folhas amareladas, fazendo-as cair. Em caso de muita umidade e falta de claridade, pode ocorrer o aparecimento de fungo, o que deixa a folha da planta esbranquiçada, impedindo a fotossíntese”, explica o agrônomo.

Escolha da planta

Na hora de escolher uma suculenta na floricultura, o ideal é observar se a planta não têm manchas brancas ou insetos nas folhas, bem como verificar se a muda está enraizada na terra ou substrato.
No Ponto Garden, a média de preço de uma suculenta pequena é de R$ 4 e os valores variam de acordo com a espécie e idade da planta. “As plantas que têm desenvolvimento lento são mais caras. As minissuculentas são muito valorizadas devido à grande demanda”, informa o gerente.

Destaque

Perguntado qual a sua suculenta preferida, o engenheiro agrônomo destaca a Planta Jade (Crassula ovata). “Ela tem arquitetura de uma árvore em porte menor. No Sol, as bordas das folhas tornam-se avermelhadas e produzem cachos de flores brancas”, finaliza.

Ponto Garden
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