Por Tamiris Monteiro

Festas de fim de ano, férias e carnaval…. Acabamos de encerrar um período intenso de dias em que muitos aproveitaram para pegar a estrada, viajar e curtir a vida; contudo, passados os bons momentos de lazer, talvez, seja hora de pensar na manutenção do carro. Claro que fazer a troca de óleo, completar a água do radiador e calibrar os pneus com frequência são ações básicas e primordiais. No entanto, os cuidados devem ser estendidos para outras partes do veículo, considerando que a manutenção preventiva é a forma mais econômica e eficaz de prolongar sua vida útil e diminuir as chances de o carro deixá-lo na mão num momento inesperado.

De acordo com a maioria das montadoras, o ideal é fazer uma revisão a cada 10 mil quilômetros rodados ou seis meses de uso, o que acontecer primeiro. Para os especialistas, é essencial respeitar esse período e criar a cultura de que não se deve levar o carro ao mecânico apenas quando apresentar defeitos, pois se isso acontecer significa que existe algo de errado há algum tempo e que vem prejuízo por aí.

Segundo Edgar Versace Junior, sócio das lojas Troca de Óleo Nova Era, Auto Center Nova Era e Soma Centro Automotivo, em uma manutenção básica, é preciso atentar-se essencialmente para os seguintes cuidados: troca de óleo, alinhamento e balanceamento, limpeza de bicos, troca de velas e cabos de velas, correia dentada, troca de pastilhas, troca dos fluidos (óleo do motor e dos freios) e dos filtros (ar e combustível).
“É difícil precisarmos de quanto em quanto tempo certas peças precisam realmente ser trocadas. Existem motoristas que rodam em um ano 5 mil quilômetros, outros ultrapassam 50 mil. Quilometragens altas, obviamente, exigirão uma manutenção mais frequente, mas é sempre preciso ficar atento a esses serviços preventivos e também às condições a que o carro foi submetido”, alerta.

Adiar a manutenção e eventualmente a troca de determinadas peças, por achar caro ou desnecessário, é o erro mais comum entre os motoristas. “Na mecânica, costumo receber muitos casos de carros que pararam por causa da correia dentada, por exemplo. Assim como outras peças, a correia também tem vida útil e as pessoas se esquecem de fazer essa substituição e ela estoura. A correia estourando pode danificar o motor, sendo, às vezes, necessário fazer uma retífica, que tem um custo alto. A preventiva de trocar a peça custa cerca de 10% do valor que seria para arrumar o motor”, afirma.

O que se deve considerar na manutenção?

Óleo do motor

A troca do óleo é importantíssima, porque o fluído é responsável por refrigerar, limpar e lubrificar o motor. “Essas trocas devem acontecer a cada 5 ou 10 mil quilômetros, dependendo do carro, e o motorista deve verificar qual é a especificação de óleo mais adequada para a necessidade do seu veículo. Também deve levar em consideração qual é a quantidade apropriada para o compartimento”, pontua Edgar. Assim como o fluido, o filtro de óleo também precisa ser trocado conforme especificações de quilometragens estabelecidas pela montadora.

Sistema de arrefecimento

Além da atenção em repor água e aditivo, a cada 30 mil quilômetros é preciso fazer limpeza no sistema que inclui radiador e reservatório de expansão.

Componentes do motor

Nessa lista estão velas, filtros de ar e combustível, carburador e correia dentada. Em média, as velas devem ser trocadas a cada 20 mil quilômetros. O filtro de ar, com uma manutenção rápida e fácil, deve ser trocado anualmente e o motivo para substituí-lo é que o fluxo de ar auxilia o motor a funcionar melhor. Já o filtro de combustível evita a passagem de sujeira do tanque para o motor e o ideal é trocá-lo entre 10 e 15 mil quilômetros.

Freios

O sistema de frenagem é composto por pastilhas, discos, lona e o fluído. Geralmente, na manutenção preventiva são trocadas as pastilhas, mas dependendo do caso é preciso trocar os discos também. Isso geralmente acontece porque o motorista deixa a pastilha chegar ao limite, prejudicando os discos.

Alinhamento e balanceamento

Recomenda-se que os procedimentos sejam feitos a cada 10 mil quilômetros, para evitar o desgaste dos pneus. “Alinhamento e balanceamento são importantes porque, com o asfalto da cidade cheio de buracos, é bem difícil que o serviço dure por muito tempo”, pontua.

Rodacenter reforma e recupera rodas de liga leve

Motoristas de carros com rodas de liga leve devem tomar todo cuidado para não raspar na guia e para passar devagar onde houver buracos. Porém, se uma roda é danificada, não é irreversível. O Centro Automotivo Rodacenter tem uma oficina especializada em recuperá-las, tanto em sua estrutura quanto no acabamento.
Segundo o proprietário, Valdir Pinto da Silva, o custo de uma reforma é muito inferior ao de uma troca. “E fica perfeito. O carro ganha outro visual. Se preferir, pode-se até mudar a cor da roda. Isso sem contar que uma roda amassada pode causar trepidação no veículo”, afirmou.

Suspensão, pneus e rodas, uma história à parte

Já deu para perceber que tudo que faz o coração (motor) de um carro pulsar deve ser cuidado com carinho, as algumas outras partes também devem ser tratadas com zelo, como, por exemplo, o sensível sistema de suspensão. Composta por amortecedores, molas, bandejas, pivô, terminais de direção, barras axiais e bieletas, a suspensão foi desenvolvida para absorver impactos, fazendo com que o motorista sinta de forma mínima as imperfeições do piso.
Segundo Alecsandro Costa (foto), proprietário da Rinno Serviços Automotivos, os problemas mais frequentes surgem nas bandejas, no kit de amortecedores e no terminal da direção. “Uma dica é ficar de olho na quilometragem para também fazer um check-up da suspensão. O mais recomendado é trocar os amortecedores e o kit a cada 40 mil quilômetros rodados ou sempre que o carro sofrer um forte impacto”, explica Alessandro.
Outro ponto importante é preocupar-se com os pneus, que devem rodar com a pressão certa, geralmente discriminada no manual do automóvel. “Todo pneu precisa de calibragem para manter o contato da banda de rodagem com o pavimento. Sugiro que a calibragem seja semanal e sempre nos quatro pneus”, pontua Alecsandro. Vale lembrar que dirigir com os pneus em desordem pode aumentar o consumo de combustível.

Estética automotiva

Dá para arriscar dizer que a maioria das pessoas que tem carro sente uma tristeza danada ao ver um risquinho na porta ou um amassadinho no capô. Quando envolve uma batida com estragos maiores, ah, aí é de partir o coração, mesmo. Brincadeiras à parte, apesar de ser apenas um bem material, ver que de alguma forma o veículo foi danificado esteticamente costuma incomodar bastante. Pensando nisso, existem profissionais especializados para dar aquele talento na aparência do veículo.
Diferente de uma funilaria e pintura, que é um serviço mais voltado para corrigir amassados que danificam lataria e tinta, a estética automotiva, no geral, classifica-se pelos serviços destinados a manter a boa aparência do veículo, como higienização interna completa, limpeza de carroçaria e chassi, espelhamento, cristalização de vidro, martelinho de ouro e microrreparos.
Segundo Gilberto Pagnotta Jr., proprietário da estética automotiva GP Clean, apesar desse ainda ser um segmento novo, tem tido uma boa aceitação. “Quem gosta de cuidar do carro e tem condição de investir entende o quanto é um serviço diferenciado. O cliente que deixa o carro na nossa oficina costuma sair bastante satisfeito, porque fazemos um trabalho técnico e com produtos de altíssima qualidade. Na lavagem do motor, por exemplo, faço com uma máquina de vapor; depois dessa limpeza, ainda passamos um produto que ajuda a hidratar as mangueiras, aumentando a durabilidade. Na limpeza do interior do veículo, não uso escova para limpar espaços pequenos, pois a fricção das cerdas costuma estragar o carpete. Uso uma máquina chamada Tornador, que elimina um jato de ar com muita pressão e faz a sujeira subir”, explica.
Se você acha que tudo isso é uma grande bobagem, saiba que a utilização de alguns produtos pode, ao invés de ajudar, prejudicar a aparência do carro. “Produto inadequado, pano inadequado e forma inadequada de ensaboar e secar o carro faz com que apareçam riscos. Produtos com ácido e silicone na composição, usados para limpar a parte externa, painel e outras partes plásticas também são uma roubada; alguns são tão abrasivos que degradam o verniz, permitindo que o Sol queime a pintura. Tem roda que chega a ficar com mancha branca por causa desses produtos”, alerta.
O valor de uma higienização interna varia entre R$ 350 a R$ 500, dependendo do tamanho do veículo e do tipo do tecido que reveste os bancos. Outro serviço muito bacana que o motorista pode fazer para deixar o carro mais limpinho é a Oxi-sanitização. “Esse procedimento é feito com uma máquina que libera ozônio. Jogamos o gás dentro do veículo fechado por meio do ar-condicionado e esperamos 30 minutos. Depois desse processo, qualquer microrganismo vivo, como ácaros e outros, morrem”, diz Gilberto.

Lavagem de bancos e forração interna

Até para os mais cuidadosos, manter os bancos do carro limpos não é tarefa fácil. Por isso, fazer higienizações periódicas é uma saída para conservá-los. “Para lavar a tapeçaria dos bancos, são necessários dois dias. É preciso desmontar todo o interior do carro, remover as capas dos bancos e lavar tudo com água. Na sequência, os bancos são remontados e instalados novamente. O processo pode ser repetido a cada três anos”, explica Rogério Gouveia, proprietário da loja Auto Capas Tio.
Outro detalhe que costuma incomodar quem gosta de tudo bem limpinho é a sujeira que com o tempo acumula-se na tapeçaria. Nesse caso, de acordo com Rogério, existem duas soluções para resolver o problema: higienização ou troca. “Há carros que saem da fábrica com encontro já marcado com o tapeceiro. Depois de cinco anos, alguns tecidos, além de sujos, descolam. Assim como o teto e as laterais também descolam da placa, exigindo a remoção total da cola velha para aplicação de um novo forro. Mas em muitos casos, a higienização é suficiente”, ressalta.

Dando um upgrade

Banco de couro

Além de manter o carro nos trinques, há ainda quem deseje personalizá-lo com acessórios, como o banco de couro. “A aplicação é simples e prática, porém, requer alto conhecimento em desmontar e montar o carro, muito capricho em acabamento e um material de boa qualidade. Além de que há uma vaga informação no mercado sobre o que é couro e o que não é. Um bom material facilita o acabamento e tem maior durabilidade”, analisa Rogério.

Rodas

Outro acessório queridinho dos brasileiros são as rodas, principalmente as esportivas. Contudo, para escolher o modelo mais adequado sempre é importante escutar a sugestão de um profissional da área, além de ter certa cautela. “Deve-se ter o cuidado de não raspá-las em guias e também evitar produtos químicos na hora da lavagem, pois podem causar danos na pintura”, salienta Alecsandro Costa, proprietário da Rinno Serviços Automotivos.

Auto Capas Tio
Rua Teixeira Mendes, 33,
Jd. Moreira
Tel.: (11) 2457-4244

GP Clean
Av. Avelino Alves Machado, 151,
Jd. Pinhal
Tel.: (11) 2441-2366

Nova Era
Av. Avelino Alves Machado, 163,
Jd. Pinhal
Tel.: (11) 2441-4622 / 2443-2679

Rinno Serviços Automotivos
Av. Dr. Timóteo Penteado, 942,
Vila Hulda
Tel.: (11) 4964-4467 / 2408-0091

Roda Center
Av. Monteiro Lobato, 859
Centro
Tel.: (11) 2408-0055