Paulo Preto solto novamente por decisão de Gilmar Mendes

Mais uma vez o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes salva a pele do ex-diretor empresa paulista de Desenvolvimento Rodoviário (Dersa) Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto.

Paulo Vieira havia sido preso na manhã desta quarta-feira pela Polícia Federal (PF) e estava detido na carceragem da Polícia Federal em São Paulo, por autorização da 5ª Vara Criminal da Justiça Federal, em São Paulo, sob acusação de que ele havia descumprido ordem judicial e ameaçado testemunha.

É o segundo habeas corpus concedido pelo ministro ao acusado, em poucos dias. Em 11 de maio, Gilmar Mendes havia concedido outra ordem de soltura de Paulo Preto.

Na nova decisão, o ministro argumentou que foi ilegal a decisão da Justiça de São Paulo que determinou a nova prisão. Segundo Gilmar Mendes, a ilegalidade seria por não demonstrar fatos concretos para justificar a medida.

Apontado como operador de propinas em obras do governo paulista, nas gestões de José Serra, Alberto Goldman e Geraldo Alckmin, Paulo Preto poderia ser uma bomba para o PSDB caso resolvesse fazer delação premiada.

Ele preferiu manter-se em silêncio. Sua defesa alega que as acusações são injustas e que há vários anos ele não exerce nenhuma influência nos negócios do governo paulista.