PEC visa acabar com adesão obrigatória de profissionais a conselhos de classe

O ministro da Economia, Paulo Guedes, enviou ao Congresso Nacional a Proposta de Emenda à Constituição 108/2019, que acaba, em alguns casos, com a obrigatoriedade de inscrição dos trabalhadores nos conselhos profissionais de classe.

Segundo o texto, a lei não estabelecerá limites ao exercício de atividade profissional ou obrigação em conselho profissional, sem que a ausência de regulação caracterize risco de dano concreto à vida, à saúde, à segurança ou à ordem social.

De acordo com o advogado Marco Vicenzo, a proposta gera questionamentos; afinal, entre os pontos principais do texto está a mudança da natureza jurídica dos conselhos profissionais, que deixam de ser autarquias que pertencem à administração pública e passam a ser entidades privadas sem fins lucrativos.

“Algumas delas são entendidas como autarquias e existe uma plenitude jurídica a respeito disso, principalmente a OAB, como uma autarquia. Quando na verdade, a intenção do ministro (Paulo Guedes) é afastar os conselhos da administração pública, até para não afetar a questão da Previdência”, disse.

O advogado ressalta ainda que a aprovação da PEC é muito importante, pois isso dará aos profissionais o direito da livre escolha.

“Eu acho muito pertinente que seja aprovada esta legislação, esta proposta, tendo em vista que desobriga aí a gente de se vincular na instituição. Então eu acredito que é muito importante esta abertura para podermos optar ou não”, ponderou.

A Proposta de Emenda à Constituição foi apresentada no dia 9 de julho e aguarda despacho do presidente da Câmara dos Deputados para tramitar.

Fonte: Agência do Rádio