PF prende Michel Temer

Foto: Antonio Cruz/ABr

A Polícia Federal cumpriu mandado de prisão na manhã desta quinta-feira, 21, contra o ex-presidente Michel Temer, que responde a dez inquéritos, cinco dos quais tramitavam no Supremo Tribunal Federal (STF). Outros foram abertos já com ele não estava mais no cargo.

A ordem foi dada pelo juiz Marcelo Bretas, responsável pela Operação Lava-Jato no Rio de Janeiro. Pesa contra Temer a denúncia do delator José Antunes Sobrinho. Ele é proprietário da construtora Engevix e afirma ter pago propina de R$ 1 milhão a pedido de um amigo do ex-presidente, coronel João Baptista Lima Filho. Outro mandado de prisão é contra o ex-governador do RJ e ex-ministro de Temer, Moreira Franco, envolvido no mesmo caso da Engevix.

O ex-presidente Michel Temer foi preso preventivamente em São Paulo. A informação foi confirmada por fontes da Polícia Federal. Temer está sendo levado para o Aeroporto Internacional de Guarulhos, de onde segue para o Rio de Janeiro.

No Rio, fará exame de corpo delito e será encaminhado para a sede da instituição.

O ex-ministro de Minas e Energia da administração emedebista Moreira Franco também é alvo dos agentes nesta quinta-feira.

A Operação Descontaminação investiga desvios na Eletronuclear. Ao todo, foram expedidos oito mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 24 de busca e apreensão no Rio de Janeiro, em São Paulo, no Paraná e Distrito Federal.

De acordo com nota da PF, “a investigação decorre de elementos colhidos nas Operações Radioatividade, Pripyat e Irmandade, deflagradas anteriormente e, notadamente, em razão de colaboração premiada firmada pela Polícia Federal.

Filiado ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), Temer assumiu a Presidência da República em maio de 2016, depois do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Ao longo de sua trajetória política, Temer foi presidente da Câmara dos Deputados, secretário da Segurança Pública e procurador-geral do estado de São Paulo.

Partido

O MDB lamenta a postura açodada da Justiça à revelia do andamento de um inquérito em que foi demonstrado que não há irregularidade por parte de Temer e do ex-ministro Moreira Franco. O MDB espera que a Justiça restabeleça as liberdades individuais, a presunção de inocência, o direito ao contraditório e o direito de defesa.

Detalhes da operação serão esclarecidos em entrevista coletiva hoje, às 16h, na sede da PF, no Rio de Janeiro.


*Com informações da Agência Brasil