Por: Cris Marques
Fotos: Marcelo Santos
e banco de imagens

Janeiro é um mês conhecido por suas despesas. É IPVA, IPTU, material escolar e matrícula… isso sem contar as despesas corriqueiras, como prestação do imóvel ou aluguel, contas de consumo (água, energia, gás, telefone, TV a cabo) e outros. Por isso aproveitar o começo do ano para se planejar financeiramente é tão importante. Ainda mais se for a dois, uma vez que não alcançar um consenso em relação às finanças do casal pode levar a discussões intermináveis.

“Não traçar metas comuns e não ter, no mínimo, uma planilha para fazer o acompanhamento das despesas domésticas são os maiores erros cometidos. Isso abre espaço para gastos sem controle o que, bem provavelmente, vai levar à falta de recursos em algum momento”, explica Ricardo Nisti Fuertes, administrador de empresas e sócio da RFinance Consultoria Financeira. Um planejamento financeiro pode ser feito para Planejamento financeiro a doissaber onde o dinheiro está sendo gasto ou até para um objetivo concreto, como comprar uma casa, reformar um imóvel, adquirir ou trocar um veículo, fazer um intercâmbio, uma viagem a passeio, abrir uma empresa ou até realizar o casamento. “Quando se tem uma organização em conjunto, ambos sentam e definem quais são os planos e prazos. Com isso, dificilmente existirão brigas por causa desse tema. Elas só acontecerão se houver divergências de pensamentos, falta de transparência ou gastos e exageros por parte de um ou dos dois lados”, afirma.

Renda conjunta ou separada?

Existem, basicamente, duas formas para gerenciar as finanças do casal: manter os gastos individuais e cada um se responsabilizar por contas específicas ou compartilhar 100%, receita e renda. Quando a opção é a separação das despesas, algumas dicas podem ajudar a gerenciar as contas. “O ideal é identificar o percentual de receita de cada um e separar as contas de uma forma coerente com essa proporcionalidade. Como existem muitas despesas de valor variável, o melhor é criar uma média mensal de todas elas e, quando se possui gastos individuais, cada um arcar com a sua parte para que a renda do que gasta menos com consumo pessoal não seja prejudicada”. Já no caso da segunda opção – a mais indicada, segundo o profissional -, é possível ter mais controle e até investir melhor. “Gastos centralizados e únicos são mais fáceis de manter e, assim, dificilmente uma conta será esquecida. Existem rendimentos diferenciados para recursos maiores. Quanto mais se tem, melhor poderá ser seu resultado”, enfatiza.

Planejamento financeiro a doisCom as contas em dia

Manter a conta no azul não é nenhum segredo. Para isso é preciso apenas planejamento e, principalmente, controle. “A primeira coisa é evitar as dívidas, especialmente as de cartão de crédito e cheque especial. Não comprar por impulso também é importante. Somos tomados por emoção na grande maioria das vezes que compramos algo. Já vi muitas famílias acabarem com seus recursos financeiros por comprarem um imóvel financiado sem se prepararem para tal. Além disso, para tudo deve existir uma meta e, com ela, planejar o quanto será necessário guardar e por quanto tempo e, sempre que possível, pagar à vista, o que ainda abre a possibilidade de barganha”. Nessa lista, ele ainda acrescenta ter e acompanhar o fluxo financeiro por meio de uma planilha ou aplicativo, criar uma reserva emergencial, desenvolvendo uma prática de pensar no futuro antes do presente e, por último, nunca gastar mais do que se ganha.

“Anote cada despesa, do café ao pão, das pequenas às grandes compras no mercado. Todas as saídas para lazer ou restaurantes devem ser lançadas na planilha de controle. Além disso, reserve mensalmente um valor para investir. Este investimento é extremamente importante para se manter em momentos de crise. E não deixe de procurar um especialista. Muitas das pessoas que passam por dificuldade financeira já tiveram uma situação financeira amplamente favorável, mas não souberam gerenciar. A consultoria financeira pode ser muito mais barata do que se imagina e pode trazer benefícios que compensam e superam o valor investido”, finaliza Ricardo.

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