PMs criam Comissão de Estudos para reivindicar direitos

Criada em março de 2017, a CEPM – Comissão de Estudos de Assuntos de Interesse dos Policiais Militares do Estado de São Paulo, vem crescendo e obtendo apoio de deputados, vereadores e, ainda que simbolicamente, também do governador Geraldo Alckmin.

A reivindicação básica que a originou é a busca pela equiparação salarial entre 1o. e 2o. tenentes, que atualmente é de mais de 30%. Sem perder de vista esse foco, a CEPM diz estar aberta a lutar por outras causas, que tenham como objetivo central o bem-estar dos policiais militares.

Segundo seu presidente, Paulo Roberto Torres Galindo, a Comissão é composta, exclusivamente, de administradores militares
e colaboradores que, em sua grande maioria, são acadêmicos versados em diversas áreas do saber, inclusive na área do direito, e têm disponibilidade e preparo para colaborar com o Comando da Polícia Militar, Governo do Estado, Secretaria de Segurança Pública e Assembléia Legislativa, com sugestões e elaboração de projetos de lei, leis complementares, emendas ou qualquer outro tipo de artifício legal que venha a trazer benefícios para a Polícia Militar. “Não temos sede, não cobramos taxas, mensalidades, honorários, emolumento ou encargos de nenhum tipo. Somos pessoas com vontade de fazer a diferença”, diz a introdução do site https://www.cepmfortes.com.br/, que é o canal de comunicação com os policiais militares e a sociedade em geral.

Ele afirma que a Comissão não tem vínculo partidário, nem interesse eleitoreiro, mas não descarta que algum nome entre os participantes venha a ser apoiado como candidato, se as circunstâncias assim indicarem. No entanto, vários deputados estaduais têm se mostrado favoráveis ao atendimento da reivindicação-chave do grupo, certamente em busca de obter o apoio dos representados pela CEPM, que já soma aproximadamente 50 grupos pelo estado de S.Paulo. Uma das premissas é de que a diferença salarial seja gradativamente reduzida, até chegar ao máximo de 12%, ao longo dos próximos três anos.

O governador Alckmin diz ser a favor da equiparação, mas para isso o Estado depende de que sua arrecadação volte a crescer.

(foto: site da CEPM)