Presente de Natal dos pequenos: sem crise para o bom velhinho

Por Cris Marques
Fotos Divulgação e Arquivo pessoal

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O Natal está chegando e, mesmo em meio a uma crise financeira, tudo indica que o saco do Papai Noel não ficará vazio neste ano, pelo menos não na parte reservada para o presente das crianças. É o que indica um estudo feito pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), que mapeou o comportamento de consumo dos pais nas compras do período. O documento, que foi construído com base em 601 entrevistas feitas nas 27 capitais brasileiras com consumidores de ambos os sexos, acima de 18 anos e de todas as classes sociais, revela que a vontade dos baixinhos influencia cinco em cada dez adultos na hora da escolha e que 5% deles admitem que deixarão de pagar alguma conta para bancar o gosto dos filhos. E se o presente for outra coisa e não agradar? São 49,7% os que afirmam compensar a frustração por meio de uma barganha: o objeto desejado em outra ocasião.

José Vignoli, educador financeiro do portal Meu Bolso Feliz, reconhece que essa não é uma tarefa simples. “Seja no Natal ou em outra data comemorativa, como aniversário e Dia das Crianças, é importante ouvir os desejos dos filhos, mas não se deve extrapolar os próprios limites financeiros para evitar frustrações. Ele afirma que o ‘não’ como resposta precisa ser assimilado como algo natural na educação dentro de casa. “Pais que falam de maneira transparente e dão bons exemplos conseguem criar adultos preparados financeiramente para lidar com as dificuldades impostas pela vida”, garante.

Para abrir possibilidades, os especialistas da instituição recomendam que a família crie uma lista de presentes; dessa maneira, existe mais liberdade na escolha e os pequenos entendem que essa não é uma decisão exclusiva deles.

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No fim, compensa

Aline Cheli Boranga, assistente contábil e mãe do Gabriel, de 7 anos, afirma que, se cabe no bolso, vale a pena fazer um esforço em ocasiões especiais. “Mesmo que a situação financeira não favoreça, dá para segurar outros gastos ou procurar uma alternativa. Certa vez, ele queria dois bonecos que aqui no Brasil são caros e como uma amiga ia para a Disney, encomendei com ela. Saiu pela metade do preço. Criança quer alguma coisa o tempo todo, mas é preciso negociar. Por isso, aproveito as datas para investir nesses gostos”, conta ela, que acaba de voltar do Beto Carrero World (foto), viagem que Gabriel ganhou de Dia das Crianças, um presente planejado desde o começo do ano.

 

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