Presidente da Assembleia Legislativa apoia Dória para governador

O deputado Cauê Macris, do PSDB, presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, divulgou artigo-manifesto, defendendo o nome do prefeito da Capital, João Dória, para ser o candidato pelo partido a governador do Estado.

Ele diz que o PSDB completará 30 anos em junho e que o desenvolvimento socioeconômico do Brasil e a consolidação de sua jovem democracia se confundem com a história e o crescimento do partido. “Ao nascer, em 1988, a sigla elegeu 18 prefeitos. Três décadas depois, a social democracia governa seis estados e 803 municípios brasileiros”, informa.

Segundo Macris, em São Paulo, berço tucano, a história comprova a sintonia entre o eleitor e jeito tucano de governar: há seis eleições consecutivas para o governo estadual os paulistas escolhem administradores do PSDB. Além disso, prefeitos da legenda administram 173 municípios, incluindo a Capital, que somam mais da metade de toda a população paulista.

O deputado cita conquistas dos governos peessedebistas para a população de São Paulo, argumenta que o partido governa com a bússola do equilíbrio fiscal, tendo como princípio que um governo não pode gastar mais do que arrecada.

Por fim, alega que, ao comemorar as 3 décadas de fundação, “não se pode virar as costas para avanços que o PSDB produziu por aqui.” Por isso,  defende que o prefeito de São Paulo, João Doria, seja o candidato do PSDB a governador. “Ele terá a missão de proteger o legado de responsabilidade com o gasto público, pois à frente da Prefeitura de São Paulo, Dória demonstrou capacidade para encarar obstáculos. Ao deparar-se com um déficit de R$ 7,5 bilhões deixado pela administração anterior, saneou as contas. Foi ele também o responsável por zerar a fila de mais de 485 mil exames na rede municipal de saúde em menos de 90 dias, abrir o maior número de vagas em creche para um primeiro ano de governo da história, chegando ao recorde de 300 mil crianças matriculadas nas creches municipais.”

O presidente da Alesp considera que há a certeza de que João Doria pode fazer mais pela cidade administrando o Governo do Estado, em perfeita harmonia com o seu natural substituto, o vice-prefeito Bruno Covas.

Admite, porém, que nada ainda está decidido. Afirma que Dória tem ouvido apelos da militância, os deputados, prefeitos do interior, mas QUE dentro do seu  grupo há o consenso de que o PSDB deve encarar 2018 com união em torno de um nome para defender o que foi feito e, ao mesmo tempo, evitar fissuras internas. “A militância sabe os efeitos colaterais provocados por posturas dúbias como as registradas nos anos de 2006 e 2008 quando as candidaturas à Presidência da República e à Prefeitura de São Paulo enfrentaram resistência interna. Um pé em cada canoa, definitivamente, criou traumas para a nossa legenda. Temos atuado para que esse dilema não entre novamente nas nossas reuniões.”

Conclui defendendo que o Estado de SP deve manter distância do populismo “que cria euforia momentânea, sempre seguida de desengano e depressão. “

Embora não faça nenhuma referência a outras postulações, Cauê Macris fatalmente quer evitar que parte do PSDB alie-se ao vice-governador Márcio França, declarado candidato ao Palácio dos Bandeirantes pelo PSB. Logicamente, França espera o apoio dos tucanos em São Paulo e seu partido condiciona apoio do PSDB em outros estados para que o PSB cerre fileiras com Geraldo Alckmin na disputa pela Presidência da República.