Primeiro ato

Foi com um misto de alegria e surpresa que reagi ao convite para escrever neste espaço. Tanto que o que mais perguntei ao senhor Valdir Carleto nos instantes seguintes foi: “Olha, a minha visão de mundo é de esquerda. Tem problema?”. A resposta definitiva foi algo como: “É bom ter pessoas com visão de esquerda e de direita.” OK, topei o desafio. Com certo receio, devo confessar. E ainda tentando entender por que fui convidado para escrever uns “lances” por aqui.

Para quem não me conhece (todo mundo, diria), eu me chamo Amauri Eugênio Jr. Mas podem me chamar de Mau. Sou redator da Carleto Editorial, tenho 26 anos (meio pirralho, não?). Sou formado em jornalismo pela Uninove e me aventurei no curso de filosofia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), mas saí no meio do caminho. Há uma brincadeira por lá sobre ou terminar o curso, ou manter a sanidade. Como já sou meio louco por natureza, optei por sair no terceiro ano do curso.

Vou escrever, na maior parte do tempo, sobre política e sociedade, ao tentar sair um pouco do senso comum. OK, não vou mentir: sou defensor de pautas de minorias sociais, não importando se forem “minorias” quantitativas ou qualitativas. Sou defensor ferrenho da liberdade de expressão, mas de modo civilizado. Nunca é demais lembrar-se de que opiniões “viradas” na intolerância e que ataquem a honra de alguém, não importando quem, são discursos de incitação ao ódio.

Mas, ao se levar em conta que defender um ponto de vista pode ser considerado como um ato político, falarei sobre outras coisas por aqui. Futebol será abordado com certa frequência – sou corintiano, daqueles bem apaixonados pelo time, mas que sabe separar bem a corneta com os adversários da ofensa gratuita. Ah, sim, volta e meia vou dar uns pitacos sobre música, cinema, exposições e arte no geral. E não estranhem se por aqui predominar a cena independente, pois sou nascido e criado no lado independente e selvagem da vida. Não dá para esperar nada além disso de quem é rato do Baixo Augusta, sejamos francos.

Espero, desde já, que vocês visitem e curtam esse espaço. Podem discordar à vontade do que eu escrever, pois sou humano. E qualquer ser humano é propenso a cometer deslizes. Todo e qualquer ponto de vista contrário é saudável para a construção do debate de ideias, para que se chegue a uma conclusão coletiva e democrática. Mas, uma coisa é discordar, e outra coisa bem diferente é ofender. Tudo o que não precisamos é de mais ódio do que já há na sociedade, que já existe em doses cavalares. Enfim, fiquem à vontade e sintam-se em casa. O espaço também é de vocês.

Peace out.