Projeto Tear terá de desocupar prédio; atendidos temem pelo fim do trabalho social

Há quase 20 anos, o Projeto Tear foi instalado em um galpão na Vila Moreira e presta importante trabalho de inserção social de pessoas que vivem com sofrimento psíquico.

Lá são desenvolvidas atividades de laborterapia, produzindo artigos com a utilização de materiais recicláveis e outros.

Na inauguração do Sesc Guarulhos, beneficiados pelo Tear e alguns dos professores que ali atuam tiveram oportunidade de expor trabalhos elaborados por eles.

Trabalho com plantas é uma das atividades desenvolvidas com os atendidos pelo Projeto Tear

Já há dois anos, os atendidos estão em alerta, pois souberam que em algum momento teriam de desocupar o imóvel, que é alugado pela Prefeitura. Nos últimos dias, foram notificados de que o prédio terá de ser desocupado até dia 17. As famílias estão preocupadas porque a informação é de que o Projeto Tear será transferido para o Parque Continental, local muito distante do atual e que não tem a mesma oferta de transporte coletivo.

Como agravante, o prédio cogitado para abrigar o Tear está abandonado, sujo e é considerado insalubre por familiares das pessoas atendidas.

O temor é de que enquanto o novo prédio não ficar pronto, as atividades sejam paralisadas ou passem a ser desenvolvidas em locais inadequados para o maquinário do Projeto ou, ainda, em lugares de difícil acesso para os atendidos. Outros cogitam até que esse importante trabalho social fique inviabilizado. Em um vídeo produzido durante a exposição no Sesc, usuários relataram o quanto a laborterapia tem sido fundamental para um novo significado para suas vidas.

Resposta da Prefeitura

Questionada, a Assessoria de Imprensa respondeu:

“A Secretaria da Saúde informa que as atividades realizadas pelo Tear serão mantidas temporariamente em outros equipamentos da rede, enquanto o novo espaço escolhido para abrigar o instituto estiver em reforma. A mudança de local se deu em decorrência de problemas no antigo prédio, que era locado por valores não condizentes com a capacidade financeira do Município.

O novo local escolhido, que está em fase de reforma e adaptação, além de ser propriedade do próprio Município, o que permitirá economia aos cofres públicos, fica em uma região de fácil acesso e próxima a outros equipamentos de saúde e educação, com variedade de opções de transportes.”