PSB deve ficar neutro para a Presidência e PCdoB lança Manuela D’Ávila

SP - MANUELA-D'ÁVILA-PALESTRA-FORÇA-SINDICAL - POLÍTICA - Manuela D'Ávila, pré-candidata do PCdoB à Presidência do Brasil, ministra palestra para expor seu plano de governo na sede da Força Sindical, no Centro de São Paulo (SP), na manhã desta terça-feira (17). 17/07/2018 - Foto: JÚLIO ZERBATTO/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

O presidenciável do PDT, Ciro Gomes, sonhava em obter a aliança com o PSB em sua candidatura à Presidência da República. Porém, nesta quarta-feira, uma reunião da cúpula socialista com a do PT praticamente selou um acordo, pelo qual o PSB abre mão de firmar aliança com candidatos a presidente, liberando os diretórios estaduais a apoiar os candidatos que quiserem. Em contrapartida, o PT retira a candidatura ao governo de Pernambuco de Marília Arraes, vereadora do Recife, e apoiará o nome do PSB, Paulo Câmara, à reeleição.
Em consequência, o governador de São Paulo, Márcio França (PSB), ficará à vontade para apoiar o tucano Geraldo Alckmin ao Palácio do Planalto. O PDT resolveu apoiar França na disputa pelo governo paulista, mas não poderá contar com a reciprocidade. Ciro Gomes só deve ter apoio dos diretórios do Espírito Santo e Distrito Federal.

CANDIDATA DO PCdoB
Também nesta quarta-feira, a Convenção do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) referendou a candidatura da deputada estadual gaúcha Manuela D´Ávila à Presidência da República. Não houve definição de quem será vice, nem se será do próprio partido ou não. Em discurso, ela criticou o governo Temer e defendeu a liberdade do ex-presidente Lula. Para ela, ele foi condenado em segunda instância porque lidera as pesquisas de intenção de voto e venceria as eleições se estivesse livre para concorrer.

LULA E O STF

Enquanto isso, o ministro Edson Fachin, disse preferir que o plenário do STF julgue a libertação ou não de Lula antes do registro da candidatura dele pelo PT, o que evitaria uma pendenga jurídica sem precedentes no País.

Valdir Carleto