Regime Jurídico Único domina sessão e nenhum item é votado

O grande assunto desta terça-feira, na Cãmara Municipal, foi o Regime Jurídico Único (RJU), mesmo tendo 25 itens na Ordem do Dia, 140 no Grande Expediente e o pedido do presidente Professor Jesus (PDT) para que a pauta da Sessão Ordinária fosse cumprida. Os vereadores preferiram usar duas horas e meia para discursos até que não houvesse quorum e nenhum projeto de Lei ou Requerimento foi deliberado ou votado.

Guti (PV), Romildo Santos (PSDB), Geraldo Celestino (PSDB), Heleno Metalúrgico (PDT) e Dr. Laércio Sandes (PMN) criticaram a forma impositiva, segundo eles, com a qual o projeto que incorpora todos os funcionários públicos de Guarulhos em um Regime Jurídico Único foi encaminhado pela Prefeitura. “Entregar a minuta do projeto não é discutir com o funcionalismo, esta proposta já nasceu com vício formal, ferindo a legislação”, disse Sandes. “Há funcionários sendo perseguidos por terem participado da greve e nós, como vereadores, temos que investigar esta situação e defendê-los”, criticou Guti. O vereador Heleno Metalúrgico lamentou a perda de assessores, segundo ele, por represália do prefeito ao fato do parlamentar apoiar a greve.”Quem mais perde é o munícipe, e a partir disso deixo a base aliada e vou ser oposição ao governo municipal”, anunciou.

Professora Eneide (PT) comentou que a greve lesou principalmente a população, mas a Prefeitura e o funcionalismo tiveram prejuízos também por não saberem o momento certo de dialogar. Paulo Sergio Rodrigues Alves (PR) seguiu esta linha: “Os funcionários não confiaram no Legislativo, que certamente iria avaliar os prejuízos que o projeto traria aos servidores e vetaria a proposta da Prefeitura”, assegurou. “Com a greve não pudemos realizar sessão e discutir democraticamente o assunto”, acrescentou Paulo Sergio.

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