Renata Basso, de estagiária a gerente Sênior em poucos anos

A engenheira de produção mecânica Renata Basso tem apenas 28 anos e é gerente Sênior na Royal Canin, uma gigante do ramo veterinário.

Ela conta que , quando estudava no Instituto Mauá de Tecnologia, começou como estagiária, em uma indústria automobilística no ABC Paulista, no chão de fábrica. No ano seguinte, passou em um dos programas de estágio mais concorridos do país e foi trabalhar em uma multinacional de bens de consumo. “Dirigia 70 km por dia, almoçava no carro, e mal via minha família, mas não podia perder aquela oportunidade. Cresci rápido: aos 23 anos, já tinha pessoas que respondiam para mim. Elas baseadas na Argentina e eu no Brasil.  Entre um alfajor e outro, aprendi a lidar com as diferenças culturais”, relata.

Três anos depois, veio um novo desafio: assumir uma gerência de carteira de itens agropecuários. Lá foi ela sentar e estudar, pois precisava aprender sobre safras, risco de commodities, mercado futuro, criação bovina, granjas, etc. Seus poucos anos de carreira foram intensos. “Fui morar no interior, viajei muito e também me diverti muito! Aliás, se divertir é uma parte importante. Tive chefes indianos, alemães, turcos. Conheci cidades, lugares e pessoas que provavelmente nunca conheceria se não fosse pela minha profissão”, ensina.

Atualmente trabalhando na Royal Canin, ela tem um time de dez pessoas. Sobre obstáculos que as mulheres ainda enfrentam, responde: “É simplesmente incrível! Tenho sorte em estar em uma empresa que valoriza seus associados e dá oportunidade iguais, não importando o gênero.  Mas nem sempre essa é a realidade. Já estive em reuniões em outras empresas, em que numa sala com 15 pessoas, eu era a única mulher”.
Sobre quais fatores entende que foram preponderantes para seu progresso profissional, diz que é importante saber ouvir, ter humildade para aprender e para ensinar e trabalhar duro.
Para uma jovem que esteja iniciando na carreira, sugere: “Faça quantos estágios forem possíveis. Eles são a porta de entrada para o mercado. E trabalhe em um lugar que tenha valores semelhantes aos seus. Isso faz toda a diferença”.

Sobre o que o Dia Internacional da Mulher representa, afirma que é válido para lembrar da luta diária no sentido de as mulheres serem livres de verdade. “Livres para votar, livres para ganhar igual ou mais que um homem, livres para sair à noite sozinhas, sem medo; livres para escrevermos nosso futuro”, sintetiza.