Sinopse

No princípio, Deus criou a luz, as galáxias e os seres vivos, partindo em seguida para o eterno descanso. Os arcanjos tomaram o controle do céu e os sentinelas, um coro inferior de alados, assumiram a província da terra. Relegados ao paraíso, ordenados a servir, não a governar, os arcanjos invejaram a espécie humana, então Lúcifer, a Estrela da Manhã, convenceu seu irmão – Miguel, o Príncipe dos Anjos – a destruir cada homem e cada mulher no planeta. Os sentinelas se opuseram a eles, foram perseguidos e seu líder, Metatron, arrastado à prisão, para de lá finalmente escapar, agora que o Apocalipse se anuncia. Dos calabouços celestes surgiu o boato de que, enlouquecido, ele traçara um plano secreto, descobrindo um jeito de retomar seu santuário perdido, tornando-se o único e soberano deus sobre o mundo. Antes da Batalha do Armagedom, antes que o sétimo dia encontre seu fim, dois antigos aliados, Lúcifer e Miguel, atuais adversários, se deparam com uma nova ameaça – uma que já consideravam vencida: a perpétua luta entre o sagrado e o profano, entre os arcanjos e os sentinelas, que novamente, e pela última vez, se baterão pelo domínio da terra, agora e para sempre.

Resenha

Eduardo Spohr nos cativa com mais um título da série “Filhos do Éden”, com seu terceiro volume “Paraíso Perdido”. Com uma narrativa boa e ambientação melhor ainda, Spohr fecha a saga dos sagrados personagens Danyel, Kaira e Urakin na busca pelo implacável sentinela Metraton, o anjo que desafiou a soberania dos arcanjos e formou em seu coração o desejo de recriar a criação.

O livro é dividido em três partes: Kaira reencontra Denyel nas terras asgardianas; No passado, antes do dilúvio, o emblemático Ablon – Vingador – aparece e dá início a sua caçada a Metatron, ainda sob as ordens do tirano Miguel (essa é a parte que para mim foi a mais interessante); na última (literalmente) Spohr conecta para rumar ao fim (aqui você já pode começar a chorar) – o coro de Kayra enfrenta o inimigo para acabar de uma vez por todas com seus planos malucos e egoístas.

Parte do final me deixou um pouco incomodado, mas no restante Spohr fez jus ao nome. A história em si tem momentos maçantes, que em minha concepção, é claro, não fariam falta. A trama como um todo é engenhosa, destaque para a clara imaginação de Spohr influenciada pelos mais notáveis animes dos anos 90. O autor mergulha nas mitologias, tanto nórdicas – que tem maior evidência – quanto a grega. Esse livro me agradou muito mais que “Filhos do Éden: Anjos da Morte”, que precisei ter muita paciência para não dormir enquanto lia.

A capa da Record está de parabéns! Sem contar a diagramação. Segue a qualidade dos livros anteriores. Terminar essa saga me fez querer ler novamente o livro que tanto me cativou e levou o nome do autor para os altos: “A Batalha do Apocalipse”.

Infelizmente, não posso falar muito, pois grande parte está atrelada aos dois livros anteriores, mas esse é um livro que sem dúvida alguma, merece estar entre os seus livros de cabeceira. Assim como as outras obras da série “Filhos do Éden”. Eis um autor nacional de grande futuro, não só para ele, mas para os milhares de autores que aguardam uma oportunidade, como esse cara teve, para mostrar a qualidade de seus escritos.

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Confira entrevista feita com o autor Eduardo Spohr