Por Cris Marques
Fotos: Rafael Almeida

Rodrigo Guimarães, 38, começou com a fotografia quando ainda era analógica, revelou muito filme e lembra com saudosismo daquela coisa “mão na massa” que o processo exigia, do cheiro dos produtos e da sensação de ver a foto surgir no papel pendurado no varal. Hoje, no mundo digital, com sua técnica aprimorada e equipamentos diferenciados, continua trabalhando com o que ama, sem nunca perder sua característica mais marcante:
o sentimento que capta e exprime com suas imagens.

Da geração que ia para o Recreativo e para a Bola de Neve, Rodrigo Guima, como é conhecido na área, nasceu no município e, exceto por uma temporada em Santa Barbara d’Oeste durante sua adolescência, sempre viveu por aqui. “Eu adoro Guarulhos. Tenho muitos amigos e me sinto acolhido. Em qualquer lugar que a gente vá, encontra um conhecido. Por mais que seja grande, tem um ar de cidade pequena. Já morei no Cecap, Bom Clima, na Endres…”, comenta. Casado e com um filho de apenas 1 ano e 3 meses, o profissional lembra com orgulho do primeiro contato que teve com a fotografia. “Quando pequeno, meu pai tinha uma Pentax, modelo que, na época, era uma megamáquina, e eu o via registrando tudo durante minha infância. Ele mexia com projetos e tinha essa percepção, esse gosto mais aflorado. Todo mundo tinha uma mais simples e a dele era diferente”, diz ele, que guarda o equipamento com muito carinho.

Antes mesmo de atuar na área, já tinha feito cliques por aí com a câmera que comprou em conjunto com um amigo, que trabalhava com revelação. “Sempre fui muito xereta e a minha irmã jogava vôlei pelo time do Mater Amabilis e do Corinthians; então, eu ia atrás dela, fotografando tudo. Mas era filme, então juntava um monte e, quase sempre, não tinha condições de revelar. Na verdade, nossa ideia era montar algo mais profissional, mas não rolou: ele foi para um lado e eu para outro”. Em 2002, Guima formou-se em desenho industrial e começou a trabalhar com design de produtos em uma empresa de instrumentos musicais. Tempos depois, a área foi fechada e ele convidado a assumir o marketing. Como o local era pequeno, teve de fazer de tudo: tirava foto, recortava a imagem, fazia o anúncio, alimentava o site e, ali, acabou se reencontrando com a antiga paixão.

Rodrigo Guima: captando sentimentos | Click GuarulhosPrimeiros cliques profissionais

Ao assumir o setor, Rodrigo logo pediu para a empresa uma nova câmera. Com o aparelho em mãos, leu o manual e seguiu com seu trabalho. “Na faculdade, tive um ano de fotografia como matéria; então já tinha uma base boa, e a gente tinha feito um catálogo anteriormente e fiz amizade com o profissional; aí mandava uns e-mails, ele respondia, lia aqui, perguntava pra alguém ali e fui me virando”. E o que começou de forma autodidata foi se profissionalizando, com muita curiosidade, livros, palestras, workshops e cursos, tornando-se um plano B, com eventos esporádicos e free-lancers nos fins de semana.
Em uma nova empresa, porém no mesmo segmento e setor, ele continuou investindo e, com o equipamento necessário, entre câmera, lentes e iluminação, decidiu que havia chegado a hora de assumir sua vocação. “Isso foi em 2010, um pouquinho antes de casar. Na época, continuei com os instrumentos musicais, mas a demanda das fotos foi crescendo e fiquei só nisso. O começo é bem árduo, porque ninguém te conhece, você não tem credibilidade e aí tem que mexer no preço e lidar com um equipamento mais limitado”.

Paixão por trás das lentes

Com atuação vasta, entre books, festas de casamento, debutantes e aniversários, corporativo, esporte, gestante, newborn, smash the cake e produto, ele conta que gosta mesmo é de fotografar, não importa o quê. “Faço de tudo, mas sempre quero realizar como se fosse um especialista naquilo. Se for foto de comida, estudo gastronomia; se for um automóvel, analiso sua forma, desenho e formato. Eu falo que o fotógrafo é um pouco de tudo. Vira psicólogo, maquiador, chefe de cozinha… faz seu próprio marketing, cuida de sua contabilidade”. Para ele, trabalhar de forma tão plural é revigorante. “Um dia estou em uma empresa, com superprodução, pressão e grande equipe; no final de semana, tem ensaio com criança, que é sempre muito divertido. Atendo uma necessidade hoje que é diferente da de ontem, então é esse equilíbrio, essa energia que me mantém na fotografia”.

Rodrigo Guima: captando sentimentos | Click GuarulhosTotalmente apaixonado pelo que faz, Guima busca clientes que valorizem o imagético – o que se expressa pela imagem – e, mais que um orçamento, entendam a importância dessa recordação. Por isso mesmo, todos os pacotes que ele oferece incluem um álbum com retratos impressos. “Hoje, posso falar que faço o que amo. Fiz o aniversário de um senhor de 80 anos e, pouco tempo depois, ele acabou falecendo. Então essa imagem tem um valor ainda mais inestimável para aquela família. Foto é luz e instante; por isso, entender como usar a iluminação a seu favor, captar a emoção ali vivida e o próprio sentimento que vai causar em quem olhar aquele material, é maravilhoso. E acho que o meu resultado é um pouquinho disso tudo: coração, olho e feeling”, finaliza.

Para acompanhar o trabalho de Rodrigo Guima:

Cel.: 97133-7800 • Site • FacebookInstagram • E-mail: rodrigo@rodrigoguima.com.br