Saiba mais sobre o seguro de celulares

Por Amauri Eugênio Jr.

Situação 1: um indivíduo está no meio de uma ligação importante para a sua vida profissional, e, enquanto ele recebe informações para comparecer à entrevista de emprego na empresa em que ele sempre quis trabalhar, o aparelho sofre uma pane.
Situação 2: um casal, durante a viagem de férias, está fotografando pontos turísticos da cidade em que estão. Enquanto se entretêm com a arquitetura local, eles são assaltados e os ladrões levam, além de dinheiro, celulares e uma câmera profissional.
Há algum tempo, danos e roubos em aparelhos eletrônicos eram sinônimos de prejuízo. Mas, hoje a história é diferente. Como cada vez mais pessoas têm acesso a itens eletrônicos, o mercado de seguros para equipamentos desse tipo passou a receber atenção de seguradoras e já é possível adquirir o serviço para itens portáteis.

O que cobre?
O seguro vale para notebooks, smartphones, tablets, câmeras filmadora e fotográfica. As modalidades podem ser de cobertura básica, que abrange os DFBs (danos físicos ao bem), ou seja, resultantes de incêndios, raios, explosões, impactos de veículos e durante tentativas de roubos; e coberturas opcionais, que são subtração de bens – roubo do equipamento –, danos elétricos, garantia internacional e acessórios, que incluem objetos usados no aparelho – HD externo ou lente fotográfica, entre outros.
Vale ressaltar que o seguro não cobre a perda pura e simples. Ou seja, se você exagerou no carnaval ou em alguma festa, e perdeu o celular, não há nada a ser feito nesse caso. O mesmo caso vale para furtos. “As seguradoras não cobrem furto simples, pois o índice de fraude é grande. A pessoa compra o aparelho, pode usá-lo por três ou quatro meses, e pode dizer que foi roubada”, explica o corretor de seguros Robson de Menezes, ao falar sobre a possibilidade de furto ao registrar o sinistro, que é a ocorrência.

Demais variáveis
De acordo com a região, que pode ter maior ocorrência de sinistros – assaltos, por exemplo –, o local pode influenciar o valor final do seguro. Como a procura para contratação é maior para celulares, o tempo de fabricação do aparelho e a data em que foi comprado também contam. A vigência é anual, sendo que o valor da cobertura cai em 15% a cada seis meses, por meio da depreciação do aparelho no mercado.

Outros detalhes
Assim como no seguro para automóveis, a modalidade para smartphones contém franquia de 15% para danos físicos ao bem e elétricos, limitada a R$ 150; e em 20% para roubos, limitada a R$ 200;
O segurado é orientado a instalar programas para rastreamento do aparelho, como o PSafe, gratuito, que além de ser antivírus, permite o acesso a recursos como função antifurto e bloqueio remoto do aparelho, backup de contatos, antispam, entre outras funções;
Para contratar o seguro, o interessado deve informar a marca e o número de série de aparelho, além de apresentar cópia da nota fiscal de compra. Ah, a contratação deve ser feita com um corretor de seguros.

Tempo é dinheiro
O risco não é aceito em função do tempo – no caso, da data de emissão da nota fiscal*:

Para tablets e notebooks, o tempo não pode ultrapassar quatro anos de uso*;

Já para filmadoras e câmeras fotográficas, o risco não é aceito se o tempo de uso ultrapassar cinco anos;

Nos casos de smartphones, o risco não é aceito após um ano de uso a partir da data na nota fiscal. Outro fator a ser destacado é o valor mínimo para a contratação do seguro, que é de R$ 500*.