Por Cris Marques
Foto Arquivo Pessoal Marion

Ao pensar em uma sala de estar, logo vem à mente aquela configuração convencional: um conjunto de sofás, um grande tapete, um rack/estante com a televisão e cortinas combinando. Mas, será que esse ambiente precisa mesmo ser assim tão “tradicional” para ser convidativo e charmoso? Segundo Graziella Aguiar, arquiteta e consultora na Master House Manutenções e Reformas, a sala de estar é o local de acolhimento do visitante e também uma área de confraternização, tanto dos moradores como de seus convidados. “Esse local de receber poderia ser também uma cozinha gourmet, um terraço ou uma saleta. O importante é que o ‘estar’ seja confortável”. Por isso, nada impede que uma sala tenha outro tipo de mobiliário.

A palavra de quem testou

Quando a guarulhense Patricia Rosada Montebello, hoje já formada e professora de ciências em Botucatu, se mudou para cursar ciências biológicas na Unesp (Universidade Estadual de São Paulo) do município, ela se instalou em uma república. “A questão de economia e praticidade foram determinantes para uma sala sem sofá. Colocamos dois colchões de solteiro, em cima de um grande tapete. Além disso, sempre hospedávamos muitas pessoas em casa”, afirma a biológa.

Marion Creutzberg, professora universitária e, nas horas vagas, artesã, blogueira e proprietária do atelier CRiações em Família & cia, conta que nem sempre a formatação do cômodo é só uma questão de espaço ou cunho financeiro. Após mudar de um imóvel menor para um maior, a sala ficou sem sofá por um tempo, para que fosse possível “sentir” o que a família realmente queria para o ambiente, qual seria seu uso e suas necessidades. “Optamos por algo rápido, prático e que, mesmo assim, desse algum aconchego e conforto”.

Ao ouvir relatos de quem já se aventurou em uma sala com essa configuração, a palavra transição está presente na maioria deles. Casal recém-casado, família que acabou de se mudar, casa em reforma, economia… Mas a verdade é que uma sala sem sofá pode sim ser legal e, principalmente, possível. Marion, que não desperdiçou nada do que era usado na antiga sala após a chegada dos sofás, afirma que a ideia de um cantinho sem o tradicional móvel é legal para compor diversos ambientes. “Pode ser uma experiência ótima, principalmente se tiver outras finalidades como sala de TV, de leitura ou de brinquedos e brincadeiras. O espaço se torna alegre, descontraído e dinâmico, pois pode ser mudado a qualquer momento”, conclui.

Para apostar:

  • Chão convidativo: invista em um tapete charmoso e que cubra boa parte do cômodo.
  • Para se aconchegar: almofadas deixam o espaço mais acolhedor e confortável, além de funcionar como objetos decorativos.
  • Deitando e rolando: colchões com lençóis ou mantas coloridas podem ser empilhados ou dispostos pelo chão.
  • Do seu jeito: os futons podem ter os mais variados tamanhos e funcionam de maneira parecida com os colchões. Eles ainda podem vir em cima de pallets formatados como uma arquibancada ou até mesmo como um sofá.
  • Assento livre: com pinta de poltrona, banquinho ou almofadão, os puffs são alegres,
    modernos e versáteis.
  • Pernas para o ar: um balanço handmade (feito com madeira ou pallet e coberto com um futon, preso na laje ou em uma estrutura apoiada no chão) é uma opção versátil e lúdica para o ambiente.