Devido a uma crise financeira que atinge a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo desde o dia 17 de julho, o hospital suspendeu a realização de cirurgias eletivas, sem necessidade de urgência, pela falta de equipamentos e de medicamentos no estoque. Não há previsão de normalização.

A Santa Casa vai deixar de realizar 900 cirurgias por mês. Os atendimentos simples continuam sendo realizados, mas quem precisa passar por uma cirurgia de catarata, por exemplo, vai ter que esperar mais tempo.

A atual crise financeira da Santa Casa começou há dois anos quando o hospital chegou a fechar o pronto-socorro por falta de condições de atendimento.

O antigo provedor, Kalil Rocha Abdalla, chegou a reclamar da falta de repasse de verbas do estado e da União. O Ministério Público investiga suposto desvio de recursos do caixa do hospital durante a gestão do Kalil. Segundo a denúncia, dezenas de imóveis foram comprados pela instituição e vendidos por um preço abaixo do valor da escritura. Kalil foi afastado e teve seus bens bloqueados pela Justiça Federal neste mês.