São cerca de 350 casos de violência contra pessoas com deficiência em Guarulhos

Amanhã, dia 25 de agosto, das 8h30 às 16h30, acontece em Guarulhos o Encontro Regional sobre Violência contra Pessoas com Deficiência no Centro Municipal de Educação Adamastor, localizado na Rua Monteiro Lobato, 734 – Centro. O evento irá debater sobre violência contra pessoas com deficiência ao trazer dados expressivos da região e apresentar as ações do Programa Estadual de Prevenção e Combate à Violência contra Pessoas com Deficiência, como a implantação da 1ª Delegacia de Polícia da Pessoa com Deficiência e a inserção de um campo específico para identificar se a vítima apresenta algum tipo de deficiência nos Boletins de Ocorrência. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas através do link http://encontro.regional.sedpcd.sp.gov.br.

Serão abordados temas como “Garantia de direitos da pessoa com deficiência como forma de prevenção e enfrentamento às violências”, “Características da violência contra as pessoas com deficiência”, “Lei de Cotas: Mitos e verdades sobre a inclusão de Pessoas com Deficiência no mercado de trabalho”, “A importância do trabalho em rede no enfrentamento à violência e violações de direitos

Implantada em junho de 2014, a Delegacia de Polícia da Pessoa com Deficiência atende casos de discriminação e outros crimes em que a presença de deficiência caracterize agravante, tornando a vítima mais vulnerável.  Sua atuação não se restringe ao trabalho policial, pois também orientar sobre direitos e encaminhar as vítimas para serviços de proteção social. No mesmo período, todo Registro Digital de Ocorrência – mais conhecido como B.O. – feito em uma delegacia de polícia passou a ter um campo específico para identificar se a vítima apresenta algum tipo de deficiência.

A iniciativa visa tornar o atendimento policial mais especializado, nos moldes do que já acontece com outros públicos, como as mulheres, idosos e turistas. A mudança também reforça a determinação de retirar o véu de invisibilidade que pairava sobre o tema. Só no segundo semestre do ano passado, a polícia paulista contabilizou mais de 14 mil boletins de ocorrência registrando crimes cometidos contra pessoas com deficiência.

A intenção é alcançar diretamente 5.200 servidores que deverão ser difusores desse conhecimento junto às suas áreas de atuação. O objetivo final é estimular a formação de uma rede de proteção social, que aja em conjunto e de forma articulada para enfrentar uma questão que vai muito além de um problema exclusivamente policial.