Segundo filme de Animais Fantásticos traz um pouco mais do mundo mágico

É inegável que Animais Fantásticos e Onde Habitam deu um novo ar ao universo do mundo bruxo criado por J.K Rowling, levando a magia para fora dos muros de Hogwarts e apresentando-a em vários lugares do mundo. No entanto, quem é fã do bruxinho sentiu a falta de uma ligação maior com a saga que se tornou um fenômeno mundial, tanto nos livros quanto no cinema. E Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald trouxe um pouco mais do que faltava. Mas não tudo.

J.K, roteirista da nova saga, mostra-nos filmes com várias pontas soltas, umas que carecem de mais desenvolvimento, outras que estão ali para explicar outras – e assim vai.

O vilão mesmo, interpretado por Johnny Depp, não teve tanto espaço para o crescimento do personagem, como o título leva a pensar. A impressão que dá é que ambos os filmes são um grande prólogo, como se fosse uma história que necessitou ser esticada – será? Mas parece que a trama que todos aguardam está para ser desenrolada nos próximos capítulos. Resta esperar.

Os personagens são muitos. Alguns pouco trabalhados outros nem tanto. A aparição de Dumbledore deixa o filme mais interessante. Os próximos filmes podem tê-lo como foco, uma vez que em Os Crimes de Grindelwald há brechas para isso, principalmente no que diz respeito ao relacionamento de Dumbledore com o vilão.

Sobre os efeitos especiais: sem palavras. Nesse ponto, o filme é fantástico, literalmente. Porém, vale a dica: se for marinheiro de primeira viagem, vai ficar um pouco perdido e poderá achar o longa maçante. Essa saga exige certo conhecimento da série como um todo.