Surgem trincas no revestimento da laje do piscinão; Prefeitura pede vistoria à construtora

laje do piscinão
(foto reproduzida da postagem de Jovair Merlo no Facebook)

Postagem de Jovair J. M Merlo, no Facebook, aponta diversas rachaduras na laje do piscinão da vila Galvão. Ele faz o alerta, porém entende que não há erro de projeto e nem deficiência do concreto e/ou outros materiais, nem erros por parte da construtora, mas que a laje teria sido projetada para que o piscinão não ficasse a céu aberto, nem dimensionada para receber carga excessiva de peso, tal qual vem recebendo com a realização dos eventos de gastronomia no local. Na opinião do internauta, caminhões e outros veículos, guindastes, concentração de pessoas, brinquedos de parque infantil, palcos e equipamentos de som para shows são fatores que não deveriam ser permitidos naquele local.

O Click Guarulhos consultou dois engenheiros: o vice-presidente da Asseag (Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Guarulhos), Flávio Naressi, e o tesoureiro Eduardo Henrique Martins, ambos ex-presidentes.

Naressi disse que seria leviano afirmar algo, sem uma análise no local e com dados da construção, para verificar se as trincas são estruturais ou apenas superficiais de dilatação do piso cimentado, que foi feito em cima da laje para acabamento: “Uma boa providência seria a Prefeitura ter um laudo feito por engenheiros, sobre as condições de uso que podem ser autorizadas para o local e depois fiscalizar o uso”. Ele crê que a laje tenha sido dimensionada para isso, mas que é preciso aferir qual peso ela efetivamente suporta e controlar seu uso. Cita como exemplo estádios de futebol que antigamente eram projetados para cargas de pessoas sentadas e paradas e hoje são projetados para milhares de pessoas pulando e dançando em cima, o que muda totalmente a utilização, com impacto muito maior. “Pode ser até que a Prefeitura já siga alguns destes procedimentos”, concluiu.

Martins opinou que não importa o que gerou as trincas, nem se são profundas ou superficiais, mas a durabilidade da laje, “pois com as fissuras já fica em risco, já que há penetração de água no interior da estrutura, o que deve ser imediatamente reparado”.

O portal enviou à Prefeitura as seguintes questões:

  • A quê podem ser atribuídas essas rachaduras?
  • Quem tem deferido a realização de eventos no local?
  • A laje está dimensionada para suportar o peso de veículos e grande número de pessoas simultaneamente?
  • Quais providências serão tomadas para sanar o problema?

Eis a resposta lacônica da Subsecretaria de Comunicação:

Em atenção à demanda, a Secretaria de Obras informa que solicitou vistoria da estrutura à empresa responsável pela obra.