The Walking Dead transborda tensão e crueldade com a estreia da 7ª temporada

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Por Mateus Petri

Em suas temporadas mais recentes, The Walking Dead ficou conhecida por ser uma série que não tem piedade de seus fãs. Através de mortes e momentos impactantes, o programa produzido e exibido pela AMC (aqui no Brasil, o canal FOX se encarrega da exibição) mostrou que não há limites para retratar um mundo apocalíptico tomado pela violência. Com o enorme gancho deixado pelo último episódio da 6ª temporada, cabia à estreia do novo ano entregar uma conclusão à altura da angustiante espera dos fãs, que ficaram extremamente ansiosos para descobrir quem foi a vítima de Negan (Jeffrey Dean Morgan). Felizmente, o episódio, que foi ao ar no último domingo (dia 23), não só entregou de forma exemplar o que era esperado, como conseguiu superar qualquer expectativa possível. É com muito merecimento que “The Day Will Come When You Won’t Be”, título do episódio, se classifica como um dos melhores capítulos que The Walking Dead teve até hoje, e isso se deve a três fatores principais.

O primeiro deles é Dean Morgan. Fazia tempo que TWD carecia de um bom vilão, e desde o temido Governador (David Morrisey), não houve um personagem que fosse a personificação da maldade como ele foi. Porém, em um único episódio, Dean Morgan, em atuação impecável na pele de Negan, representou um marco no seriado. Através de seu sadismo -e emblemático carisma- Negan mostrou a Rick (Andrew Lincoln) e ao resto do grupo que o mundo é um lugar muito mais cruel do que eles poderiam imaginar. Ao matar não só um, mas DOIS dos personagens mais queridos dos fãs, em um ato de extrema violência e brutalidade (e absurdamente fiel às HQs), Dean Morgan protagonizou o que pode ser facilmente classificado como o momento mais impactante que TWD teve até hoje. Com tais acontecimentos, Negan elevou o conceito de vilania a um novo patamar, entrando com louvor no seleto grupo dos vilões mais marcantes que a Cultura Pop possui.

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O segundo é Andrew Lincoln e o elenco, de forma geral. Atordoado pelas atitudes de Negan, Rick se dá conta de que sua postura perante à realidade do apocalipse zumbi nunca esteve tão equivocada. Sua posição de liderança rapidamente vai por água baixo, sendo humilhado por Negan diversas vezes durante o episódio. E Lincoln nunca esteve tão bem como Rick. No momento em que Negan dá um ultimato em relação a Carl (Chandler Riggs), por exemplo, Lincoln entrega sua melhor atuação como o personagem, e os acontecimentos deste episódio podem significar grandes mudanças para ele. Maggie (Lauren Cohan) também teve seu momento de destaque. Depois do ocorrido, ela promete ser uma personagem que terá uma grande evolução ao longo da temporada.

O terceiro, mas não menos importante, é a direção de Greg Nicotero. Mantendo o nível do frenezi no alto durante os quase 60 minutos do episódio, o diretor (e também produtor executivo) fez ótimo uso do roteiro escrito por Scott M. Gimple. Nicotero concebeu muito bem as interações entre os personagens, principalmente entre Rick e Negan. É bem difícil manter o nível de tensão durante um episódio inteiro, porém Greg Nicotero o fez com maestria.

Com momentos empolgantes, e outros de partir o coração (por favor, o que foi aquela cena do vislumbre sobre como poderia ter sido a vida se as terríveis mortes não tivessem acontecido?), The Walking Dead choca ao iniciar sua nova temporada de forma tão tensa e impactante como nunca outra série fez até hoje. Promissora, a 7ª temporada representa novos rumos para todos os personagens. Rumos que vão em direção a um mundo maior e muito mais perigoso.