José Augusto Pinheiro é jornalista e trabalhador guarulhense.

Gíria é uma figura de linguagem que obedece a modismos. É algo reprovável porque empobrece a nossa já tão violentada Língua Portuguesa. Na década de 1970, acreditem, era utilizada a expressão “Fala, bicho”, em vez das palavras “Pois não”.

Pois sim, o homem é um bicho esquisito. É rigorosamente a única parte da Criação de Deus que pensa ser mais do que de fato o é. Nós somente ostentamos a sagrada condição de Universo em miniatura quando plantamos a ‘semente da humildade’; e dela cuidamos.

A humildade é praticada nos mais singelos atos do cotidiano. Trabalhar é um deles. Quem trabalha, serve. Deus foi o primeiro Servidor. E Ele nunca se rebaixou por causa disso. Nós somente precisamos dar seqüência a Sua Obra neste pequeno planeta.

Mas, voltando ao paradoxo tão humano, nós buscamos desesperadamente um emprego, com o propósito de levarmos uma vida digna com os recursos materiais provenientes desse labor. Uma vez obtida a colocação, ato contínuo, consultamos o calendário mais próximo, a fim de sabermos quando haverá um feriado – de preferência, prolongado.

O ideograma japonês para a palavra ‘trabalho’ tem o significado de “facilitar a vida do outro”. E o conceito é bem esse mesmo. Cada um, na missão que lhe foi confiada, cerca de atenção, respeito e cortesia aquele que é beneficiado com os seus melhores esforços.

Quando nós nos levantamos pela manhã, o galo já cantou e o padeiro já fez o pão nosso de cada dia. Os funcionários garantiram a manutenção das centrais elétricas e os médicos estiveram lá, de plantão, à espera de alguém que se sentiu mal durante a madrugada.

Nós precisamos entender a essência do trabalho: a nobre missão que nos faz felizes e orgulhosos, por meio da qual nós contribuímos para a construção da sociedade. “Pois aquele que não vive para servir, talvez não sirva para viver uma vida plena.” Bom serviço!