Um dia de reflexão para os homens

Que a imagem destas treze personagens, que aparecem em todo ou parte desta foto, seja um clamor para toda a humanidade

Hoje é um dia de comemorações. Um dia em que é reverenciada, em todo o Mundo, a alma da mulher, sua natureza e suas qualidades.
Mas por que as lembranças ou as comemorações sobre a mulher são, na verdade, marcadas por circunstâncias que trazem consigo profundas dores? E por que elas continuam gritando por direitos e por respeito?

Fatos de violência e subjugação da alma feminina recheiam a história da humanidade e – para o olhar mais atento – em que pesem os movimentos emancipacionistas ou que se dizem conscientizadores e que alardeiam progresso ou, até mesmo, revestem interesses de grupos ideológicos como conquistas ou ações libertadoras – muito pouco em verdade tem a sociedade, como um todo, avançado no sentimento da igualdade e desenvolvido o devido respeito à natureza feminina, com suas características e qualidades das quais, inclusive, o homem ainda muito depende.
Não há muito, pois o que se comemorar! A própria data, o “Dia Internacional da Mulher”, é uma referência ou lembrança da carnificina ocorrida há, exatamente, cento e sessenta e dois anos, quando 130 operárias de uma fábrica de tecidos, situada aos arredores de Nova Iorque, – por reivindicarem melhores condições de trabalho e equiparações de salários – foram trancafiadas em seu ambientes de serviço e morreram carbonizadas.
Obviamente, fixar tal data que acabou sendo reconhecida internacionalmente pela ONU somente em 1975 é uma forma de trazer à memória a necessidade de aprender a respeitar a natureza da mulher e valorizar suas qualidades, embora em muitos países do Mundo, seja por preceitos religiosos ou heranças comportamentais, a mulher está muito longe de ocupar seu real papel na sociedade. Portanto, que as dolorosas lembranças possam – ao menos – serem uma contribuição ao necessário processo de conscientização dos homens que continuam explorando, ofendendo, humilhando e, até mesmo, matando suas mulheres.

José Paulo Ferrari – SJC – 8 de março de 2019