Por Mateus Petri

Kong: A Ilha da Caveira (Kong: Skull Island – Warner Bros. & Legendary Pictures) / Crítica

King Kong, sem dúvida, é uma das criaturas mais marcantes que já passaram pelas telonas. Desde que a primeira versão estreou em 1933, a história de Kong ganhou inúmeras adaptações em Hollywood, sendo a mais famosa delas King Kong, de 2005, dirigida por Peter Jackson. O cinema japonês, através do gênero tokusatsu*, também adaptou diversas vezes o gorila gigante. Mas foi em Kong: A Ilha da Caveira que o monstro ganhou sua versão mais “diferente”.

Situado em 1970, em meio à Guerra do Vietnã, Kong conta a história de um grupo de cientistas e exploradores que vão à Ilha da Caveira no intuito de catalogar todas as “criaturas” que encontrassem, além de mapear o local. O interessante aqui é que, diferente dos outros filmes, não há a intenção de tomar o gorila como troféu, mas sim provar a sua existência e retratar toda a sua grandeza.

Como era de se esperar, Kong: A Ilha da Caveira possui um visual deslumbrante. Todas as criaturas, as paisagens e a floresta são de encher os olhos. A primeira vez em que o grupo se depara com o gorila, em um take onde Kong esta em contraste com o nascer do sol e os helicópteros militares indo em sua direção, é uma daquelas imagens que merecem um print para virar um quadro.

Aliás, o visual, junto com algumas “popisses” adicionadas pelo roteiro, tornam o filme muito mais divertido. Em quanto o grupo é ferozmente atacado por Kong, tocam em alto e bom som rocks clássicos de Creedence Clearwater e Black Sabbath. Uma ideia bem original que rendeu um contraste estiloso.

É interessante perceber que a Ilha da Caveira em si é a protagonista do filme. Apesar de termos gorilas gigantes e monstros, é a própria ilha que fornece essas possibilidades, além de infinitas outras.

O problema é que toda essa diversão não é escorada por um bom roteiro. A história rasa e o mal desenvolvimento da maioria dos personagens atrapalham a experiência. Personagens principais (como os de Tom Hiddleston e Brie Larson) consequentemente perdem espaço (e até caem no esquecimento em alguns momentos), dando destaque para arcos dramáticos de personagens secundários. Alguns deles roubam a cena em certos momentos, por sinal.

O ponto principal aqui é que, apesar de seus problemas, Kong: A Ilha da Caveira fornece boas perspectivas para futuros filmes, ainda mais agora em que o monstro partilha do mesmo universo de Godzilla. Com certeza o encontro dos dois nas telonas será algo grandioso.

Ah, e fiquem até o final dos letreiros… Cena pós-créditos importante!

Nota: 7,5/10