Veterinários, os anjos da guarda

Por Amauri Eugênio Junior

Antes, cães, gatos, hamsters, pássaros, entre outros, eram apenas os animais de estimação da casa. Hoje, os pets são membros da família. Por isso, saber que o pet está com um problema de saúde é desolador, pouco importando a gravidade da doença. É nesse momento em que o médico veterinário torna-se o anjo da guarda de donos e animais.

Assim como em qualquer profissão, o amor pelo o que se faz é fundamental para quem escolhe seguir carreira como veterinário. “Sempre gostei de animais de estimação e, na infância, fiquei doente quando o meu cachorro morreu. Aos 9 anos, eu ganhei uma gata, da qual cuido desde então”, explica Roberta Gomes Carneiro, 37, veterinária e proprietária da Pet’s House Clínica Veterinária. Ainda no cursinho pré-vestibular, o seu objetivo era fazer medicina. Mas um fato em família influenciou aquela que seria a decisão de sua vida: “A minha família comprou um pet shop. Com o passar do tempo, eu mudei de ideia e decidi fazer medicina veterinária.”

A identificação com os animais foi que motivou também Rafael Marques Claro, 32, veterinário, pós-graduado em clínica médica de cães e gatos, e sócio-proprietário da Clínica Veterinária Ponte Grande, a seguir pela profissão. “Desde os 5 anos, eu sabia que seria veterinário. Logo que comecei a ter noção de qualquer coisa na vida, eu já falava desde pequeno que queria ser veterinário.”

Não basta cuidar, tem de estudar

Muitos estudantes de medicina veterinária decidem entrar na área por causa da identificação com os animais e por acharem que basta cuidar deles. Mas ser veterinário não é só cuidar do animal. Caso o estudante não se sinta à vontade em lidar com um animal doente e vê-lo sofrer, ele pode trabalhar em áreas como nutrição, pesquisa, inspeção de produtos de origem animal, entre muitas outras.

Outra coisa importante é o estudante ter em mente que, apesar de o curso ter cinco anos de duração, o estudo vale pela vida inteira. “Eu me formei em 2001 e, desde então, fiz pós-graduação, mestrado e participo de congressos. Não se para de estudar mais. E acho que o fundamental na formação é saber sobre, principalmente, anatomia e fisiologia. Isso torna mais fácil identificar aquilo o que não é normal”, pontua Roberta, que é também imunologista e especialista em medicina de felinos. Ainda, outro ponto relevante é saber que, mais do que ser veterinário, o profissional deve saber sobre administração. Afinal, caso seja uma clínica, ele será o gestor de seu próprio negócio, tendo relação direta com prejuízos ou lucros que possam surgir.

Veterinários que trabalham em clínicas estão sempre sujeitos a atender emergências a qualquer hora. Volta e meia é comum vê-los saindo de eventos familiares porque o paciente está com algum problema – convulsionando, por exemplo.

Por amor ao próximo

“Um caso que me marcou foi o de Aretha, uma gata que caiu do 13º andar de um prédio. Ele teve diversos traumas, fraturas nos membros anteriores e hemorragia pulmonar, mas sobreviveu. Isso faz quatro anos e ela é minha paciente até hoje. Ela tem vida normal e o único acompanhamento é para verificar a artrose. Ela passou a ter um pouco por causa das fraturas”, descreve Rafael.

“O mais gratificante [em ser veterinário] é a resposta do animal. Ver um bichinho do qual você tirou a dor e, após ele se sentir melhor, ele der como retorno o carinho, é muito bom. O animal reconhece quem gosta dele e o trata bem”, completa Roberta.

Pet’s House Clínica Veterinária
Av. Doutor Renato de Andrade Maia, 210, Pq. Renato Maia
Tel.: 2440-2583
www.clinicapetshouse.com.br

Clínica Veterinária Ponte Grande
Av. Guarulhos, 4.173, Ponte Grande
Tel.: 2421-7020, 2421-7015 e 2421-7076
www.veterinariapontegrande.com.br