Por Tamiris Monteiro
Fotos: banco de imagens
e arquivo pessoal

Em 9 de setembro comemora-se o Dia do Veterinário e, para celebrar a data, o tema de capa desta edição é sobre como cuidar da saúde dos animais, principalmente de cães e gatos, que são os pets mais comuns nas casas do brasileiros. Segundo dados do IBGE fornecidos pela Abinpet (Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação), o Brasil tem cerca de 132,4 milhões de animais de estimação, sendo 52,2 milhões cachorros e 22,1 milhões gatos. Para se ter ideia da proporção desses números quando relacionados à economia, os cuidados com alimentação e saúde dos bichinhos fazem com que o mercado petcare movimente cerca de R$ 17 bilhões por ano. Uma explicação razoável para valores tão altos é que a maioria das pessoas considera o pet como um membro da família ou, até mesmo, como um filho, e esse comportamento fez com que os tutores ficassem cada vez mais atentos a tudo o que diz respeito ao bem-estar do animalzinho.

Valéria Ramos, veterinária da clínica Julevar Veterinária, está no segmento há 10 anos e notou essa mudança de comportamento. “O segmento pet vem crescendo há anos e nem a crise barrou esse progresso. Desde 2002, o setor deu uma boa crescida. Hoje em dia é difícil encontrar uma família que não tenha um animal e quem tem, geralmente, zela e quer oferecer todos os cuidados possíveis. Para isso, é preciso profissionais qualificados a ponto de atender a demanda”, explica Valéria.

É preciso ir ao veterinário regularmente

Sabe aquela expressão: “melhor prevenir do que remediar”? Então, ela também vale no mundo animal. Para garantir que a saúde do pet esteja sempre em dia é importante levá-lo periodicamente ao veterinário e também manter alguns cuidados básicos. “O proprietário precisa manter as vacinas e vermífugos em dia. A cada seis meses é ideal fazer uma consulta e, se possível, castrar os animais. Mas as consultas variam de acordo com a idade e com problemas como convulsões, inflamação na orelha, doenças de pele e ferimentos. E sempre que o animal apresentar qualquer comportamento que não seja comum é recomendado procurar um profissional e não medicá-lo em casa”, pontua Valéria.

Oncologia veterinária: uma especialidade cada vez mais presente

Os casos de cães e gatos diagnosticados com algum tipo de câncer vêm aumentando e, até por conta dessa alta demanda, já existem lugares especializados nesse tipo de atendimento, como o Hospital Veterinário do Câncer. O objetivo inicial do trabalho da equipe do hospital é prevenir a doença realizando periodicamente campanhas de castração. “O câncer de mama em cadelas e gatas, por exemplo, pode ser evitado por meio da castração, isso porque a cirurgia, quando feita precocemente no animal, diminui a incidência dos tumores mamários. Nos machos a castração previne tumores prostáticos, explica a veterinária Tatiane Marisis Giovani.

De acordo com Tatiane, os cânceres mais comuns nos cães são de mama – o principal e mais comum nas cadelas -, os tumores de pele como mastocitoma e linfomas. Nos gatos, o câncer de mama é o mais comum nas fêmeas e, para ambos os sexos, o carcinoma espino-celular e os sarcomas. Para identificar a enfermidade, existem exames de imagem, como raio-x e ultrassom; e o de sangue. Todos são capazes de mostrar a existência de algo errado. O exame físico realizado pelo veterinário periodicamente também é capaz de identificar alterações.

Se a doença for constatada, a clínica disponibiliza tratamento quimioterápico, cirurgias oncológicas e cirurgias reconstrutivas. “Depende do tipo do tumor. A grande maioria necessita de cirurgia como parte do tratamento, seguido por quimioterapia adjuvante em alguns casos. Mas cada caso é um caso”, diz.

Quando castrar?

Castrando precocemente as fêmeas, ou seja, antes do primeiro cio, o risco de desenvolver tumores é de 0,05%. A recomendação dos veterinários é realizar a cirurgia antes da puberdade do cão ou gato e, a partir do sexto mês de vida, o procedimento já é liberado. Animais adultos podem fazer a castração sem problemas e a cirurgia também pode ser feita nos machos.

Meu pet tem convulsão, o que faço?

Muitos proprietários de animais que convulsionam ficam desesperados quando presenciam a cena pela primeira vez, mas na maioria dos casos é possível controlar o problema. “Os tutores ficam assustados com o quadro, pois o animal geralmente perde a consciência, debate-se, urina, defeca. Alguns chegam a achar que o animal morreu”, conta a veterinária Tatiane Correia Batista, da Clínica Veterinária Tiradentes.

As convulsões podem surgir por diversos motivos e, para identificar a causa, após um diagnóstico inicial do médico veterinário podem ser feitos exames complementares, como de sangue, sorologias e ressonância magnética. Entender o que causa o problema é importantíssimo para o tratamento, porque o animal pode convulsionar por alterações metabólicas (alteração de glicemia, aumento de uréia, aumento das enzimas hepáticas), doenças infecciosas (a mais comum é a cinomose), alterações estruturais no cérebro (cisto e neoplasia) e, em alguns casos, pode haver uma alteração congênita com pesquisas mostrando envolvimento genético em algumas raças.

“A convulsão pode acontecer em qualquer idade. De acordo com a faixa etária iremos direcionar as suspeitas. Por exemplo, em um filhote, logo suspeita-se de algo congênito e em um adulto de uma neoplasia”, diz Tatiane Correia.
A frequência das convulsões pode variar de acordo com cada organismo ou com a afecção envolvida. Animais controlados podem ter uma crise a cada seis meses e alguns animais podem chegar a ter várias crises em um mesmo dia.

“O tratamento para controle das crises é feito com anticonvulsivantes, a medicação de primeira escolha é o fenobarbital. E, se houver uma causa de base, faremos o tratamento em conjunto. O tratamento com anticonvulsivante visa diminuir o número de crises, mas o animal pode continuar apresentando as convulsões, porém, mais espaçadas. É importante que, durante a terapia, se monitore o nível sérico da medicação (saber se no sangue atingimos o valor desejado da medicação) e fazer exames periódicos para controle de possíveis efeitos colaterais causado por algumas medicações.

Banho e tosa: o serviço merece atenção

Levar os pets para o banho e tosa parece algo bem tranquilo, mas muitos acidentes podem acontecer durante o procedimento. Por isso, vale prestar atenção em como seu bichinho volta depois de cada higienização. “Os proprietários precisam estar atentos à limpeza, segurança do local e se informar se as pessoas que trabalham no local escolhido são realmente qualificadas para exercerem tais funções. Outra dica: desde quando o animal for filhote, o proprietário tem que se habituar em levá-los ao banho e tosa, para diminuir ou até mesmo inexistir o estresse. Tem animal que precisa ser sedado para um simples procedimento de banho e tosa, porém existem vários riscos quando se trata de sedação”, alerta Valéria Ramos.

A hora do adeus

É triste pensar na morte do animal de estimação, mas, inevitavelmente, uma hora eles nos deixam. E, para muitos proprietários, o destino dado ao corpo do animal também é algo muito importante. Para aqueles que têm esse tipo de preocupação, já existem lugares específicos, como o crematório animal Full Pet. A cremação individual, por exemplo, é um serviço personalizado com direito a cerimônia de despedida. “Trata-se de um serviço em que o responsável pode optar em levar as cinzas, tendo a opção de escolher uma urna ecológica ou as urnas especiais”, diz no site da Full Pet. Para toda cremação individual, o responsável recebe um certificado comprovando o serviço realizado.

Já a urna ecológica se baseia em uma ideia ecológica e biodegradável. O objeto se decompõe no meio ambiente em cerca de 180 dias. A urna ecológica acompanha todas as cremações individuais.

Plano de saúde para os pets

Cá pra nós, quem já passou por alguma emergência veterinária com o animal sabe bem que as consultas e tratamentos podem pesar no bolso.
Por causa dessa crescente procura pelos serviços veterinários, algumas empresas desenvolveram planos de saúde para animais de estimação, bem parecidos com os de humanos. Geralmente, o serviço se limita a cães e gatos e fatores como idade podem influenciar no preço do plano.

Emerson Zirpoli comercializa planos da empresa Helth For Pet e explica que os serviços cobrem consultas, exames, cirurgias, internação e vacinas. “Cada plano possui uma cobertura; então, depende muito da escolha do cliente”. E há também benefícios como o Pet Home, em que os veterinários atendem em casa; o Pet Phone, central de relacionamento 24 horas para sanar dúvidas dos clientes; o Digi Pet, um prontuário eletrônico; e o Pet Club que dá descontos em banho e tosa, hotéis, ração, farmácia e acessórios em empresas parceiras.

Assim como nos planos de saúde para humanos, para os animais também existe carência e há procedimentos que não são cobertos, como, por exemplo, parto, prótese e órtese e acupuntura, entre outros. Contudo, o corretor lembra que o plano de saúde também é um meio preventivo. “A cada dia, os tutores estão tendo a consciência da importância de um plano de saúde. Não somente pelo valor gasto no mercado, mas também sobre a necessidade de cuidar com check-up, prevenindo possíveis doenças provenientes das raças ou outras que possam acontecer ao longo dos anos”, ressalta.

Clínica Veterinária Tiradentes
4380-1190
Av. Tiradentes, 1403, loja 2, sala 01, Bairro Macedo (junto ao Cobasi)

Full Pet Veterinária
Av. Jamil João Zarif, 888, Jardim Santa Vicência / 2279-4020
Av. Dr. Timóteo Penteado, 3922, Vila Galvão
2455-3253

Julevar Banho e Tosa – Veterinária
Rua Silvestre Vasconcelos Calmon, 425, Loja 1, Vila Pedro Moreira
2409-9835 /99351-2997
Pet’s House Clínica Veterinária
2440-2583 / 2441-0831
Av. Dr. Renato de Andrade Maia, 210, Parque Renato Maia

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