Quem passa pela avenida Papa João XXIII dificilmente não repara na loja de número 438, seja pelo tamanho e beleza do prédio ou pelas lindas roupas nas vitrines. E não é só isso: o espaço em questão ainda preserva uma bonita história com a cidade, quando os assuntos são moda, comércio e pioneirismo. Estamos falando da Greicy’s Boutique, que em 15 de fevereiro deste ano completou 20 anos de existência.

“Inauguramos a loja em 1998, minhas filhas eram pequenas ainda; a Karen tinha nove anos e a Juliana, sete. Começamos na avenida Paulo Faccini. Naquela época existia na avenida somente o BankBoston, a Blockbuster e o McDonald’s. Começamos a pensar em um nome e as meninas ajudaram na escolha. Como só havia empresas multinacionais, entramos em um acordo de que seria Greicy’s Boutique, porque meu nome é Maria das Graças, e foi o que achamos que ficaria mais próximo da língua inglesa”, conta a proprietária. A primeira loja ficava onde hoje está instalada o Kalunga.

Segundo Karen Massutani, o primeiro nome do local foi Greicy’s Presentes Finos, porque vendia mais presentes do que roupas. “Tinha um pouco de tudo; vendíamos perfumes, brinquedos, roupa infantil, masculina e feminina e, com o tempo, fomos filtrando”, explica.
O estabelecimento ficou cinco anos na Paulo Faccini, até ir para o endereço atual.

“Compramos o terreno e construímos na Papa João XXIII. Inicialmente, o projeto comtemplava 50 m², mas a loja foi crescendo e ficou pequena para receber as clientes. Fazíamos lançamento de coleções, festa de aniversário da loja, e já não tinha espaço para todos. Entendemos que era preciso um espaço maior. Contudo, não tínhamos nem noção de que seria do tamanho que é hoje. Viemos para o novo prédio em 2003 e continuamos com o estabelecimento na Paulo Faccini por mais oito meses, como Greicy’s Kids. Depois tudo se concentrou em um só lugar. Por quase três anos, preservamos a loja infantil, mas o público infantil cresceu e tornou-se teen, ou seja, já não fazia mais sentido permanecer com o segmento para as crianças”, relembra Maria das Graças.

A partir dessa decisão, expandiram os produtos para o público feminino e fizeram uma parte de acessórios, com sapatos e bolsas. Há quatro anos, tiraram as roupas masculinas de circulação também. Atualmente a Greicy’s trabalha com marcas como Animale, Carmim, Carol Bassi, Iorane, Cori, entre outras. E também fazem vendas on-line.

Passando o bastão

Maria das Graças foi quem deu o pontapé inicial no negócio, mas hoje as filhas também administram o espaço. “Antes de a minha mãe ter a loja, ela vendia roupas para as amigas, de maneira informal. Desde pequenas, eu e a Juliana, minha irmã, a acompanhávamos. Em 1990, a Ju nasceu prematura, e minha mãe decidiu pedir demissão, saiu do mercado corporativo e ficou mais em casa, mas sempre vendendo roupas e fazendo bazares. Já com a loja na Paulo Faccini, depois da escola sempre íamos para lá, observávamos o dia a dia e fazíamos compras com ela. Foi assim por muito tempo. Em 2008, depois que me formei na faculdade, vim trabalhar full time na Greicy’s”, recorda Karen.

Além da responsabilidade de assumir tarefas da butique, Karen e Juliana também ficaram com a incumbência de ter o mesmo bom gosto da mãe. “Quando começamos a fazer pedidos de coleções, anos atrás, eu já levava as minhas filhas, e elas foram conhecendo meu estilo de compra, o perfil das clientes; então, existem determinados produtos que nem trazemos para a loja, mesmo que seja tendência. Trabalhamos com roupas finas. Mas passei o bastão sem medo: atualmente as compras ficam centralizadas nas meninas. Fazemos nossas escolhas olhando muitas coisas pela internet e viajando para observar tendências e fotografar vitrines”, pontua.

Bazar da Greicy’s

Ao que tudo indica, 2018 será um ano bastante agitado para as meninas da Greicy’s, isso porque além de comemorarem o aniversário de 20 anos de história, em abril também celebram o décimo bazar da loja. Segundo explica Karen, o bazar é uma ótima oportunidade para levar peças de coleções passadas por um precinho bem camarada. Há roupas com preços que variam de R$ 8 a R$ 398. “Fazemos o bazar em abril, porque é um mês onde a maioria das lojas já não liquida mais nada. É uma oportunidade para nós e para as clientes também. E deu tão certo que nos três dias de bazar forma até fila na porta”, conta.