Por Tamiris Monteiro
Fotos: Marcelo Santos
Monotonia é algo que definitivamente não combina com Pilates. Quem pratica a atividade sabe que os exercícios são muito dinâmico; afinal, existem diversas maneiras de executá-los. O Pilates aéreo é uma dessas modalidades diferenciadas, que pode ser feito tanto individualmente quanto de modo complementar ao Pilates tradicional.
O Pilates clássico é originalmente realizado em equipamentos criados por Joseph Pilates e no solo, mas com os avanços tecnológicos e da medicina, os exercícios passaram a ser feitos também com outros acessórios, como em bolas, fitas suspensas, argolas e tecidos. Mas é importante lembrar que independentemente da execução, todos seguem os princípios básicos ensinados pelo criador do método, que são: respiração, contrologia, equilíbrio e fluidez.
Segundo Giseli Fonseca, fisioterapeuta especializada em Pilates clínico, o mais recomendado é usar o Pilates aéreo de maneira complementar, até porque para o professor torna-se mais uma opção que pode ser utilizada com os alunos. “Algumas escolas ainda mantêm os exercícios iguaizinhos da forma que foram criados por Joseph, só que a medicina evoluiu nos últimos cem anos e não precisamos fazer somente aqueles exercícios. O Pilates foi reformulado e categorizado. Cada exercício pode ser destinado a um padrão postural. Por exemplo, se a pessoa é muito cifótica, usa-se um tipo de exercício; se for hiperlordótica, faz outro. Ainda é importante lembrar que mesmo dentro do Pilates existem exercícios que são contraindicados, dependendo do problema do paciente. Por isso é importante termos mais alternativas”, destaca.
Assim como no Pilates tradicional, o treinamento suspenso oferece muitos benefícios ao corpo, como, por exemplo, diminuir o impacto articular. Os exercícios executados no Pilates aéreo são feitos sem compressão articular, exigem grande recrutamento muscular e geram o ganho de força e equilíbrio. “Também aumenta a desempenho cardiorrespiratório. Contudo, é importante frisar que em qualquer tipo de Pilates, seja no clássico ou no aéreo, deve-se prezar pela questão da reeducação postural. Tanto que a pessoa que vem ao nosso estúdio é avaliada e a partir dessa avaliação é que definimos quais tipos de exercícios o paciente vai precisar. Não é só uma questão de fitness. Existe o lado fitness? Existe. Mas sempre com aquele olhar para reabilitação e reeducação postural”, explica Giseli.
Para a profissional, o paciente que deseja praticar Pilates precisa ser muito bem avaliado. “Se a pessoa chega aqui com uma dor muito aguda, então é necessário entrar com procedimentos fisioterapêuticos antes de iniciar o Pilates, porque na fisioterapia temos condições de trabalhar com a terapia manual, eletro e exercícios propícios para reabilitação. Às vezes, a pessoa chega com uma dor terrível, sensível até ao toque; aí precisamos aplicar a fisioterapia antes, com o objetivo de ir diminuindo essa dor e só depois entramos com os exercícios do Pilates”, diz.
O que é o Pilates Clínico?
Como citado no início da matéria, Giseli é, além de fisioterapeuta, professora especializada em Pilates clínico. Mas qual a diferença entre o Pilates tradicional e o clínico? De acordo com Giseli, o clínico é uma classificação do Pilates totalmente aperfeiçoada e ministrada somente por fisioterapeutas; utiliza-se de todos os aparelhos e acessórios empregados no Pilates tradicional, porém, com cargas, frequências e exercícios distintos e absolutamente configurados para cada indivíduo.
Giseli Fonseca’s Pilates Clínico
Rua Leoberto Leal, 40, Picanço
2832-1297 / 96743-2530
Facebook.com/pilates.clinico
