Por Cris Marques
Fotos: Newton Medeiros, banco
de imagens e divulgação
De urso, de lado, de rosto colado, apertado, em grupo, rápido ou demorado… É inegável que abraçar ou receber um abraço faz bem. E o gesto não é importante apenas para a saúde mental, agindo também na saúde física. Em Pittsburgh, na Pensilvânia, um time de pesquisadores da CMU (Carnegie Mellon University) comprovou que os abraços funcionam como uma forma de “apoio social”, protegendo as pessoas de infecções associadas ao estresse. Já na Universidade da Carolina do Norte, os cientistas constataram que o ato eleva o nível de oxitocina, dopamina e serotonina: hormônios relacionados à felicidade e ao bem-estar e responsáveis pela redução da pressão sanguínea, diminuição dos níveis de cortisol, controle da ansiedade, relaxamento dos músculos e fortalecimento do sistema imunológico, os mesmos liberados no momento do parto, quando você faz atividades físicas ou come um chocolate, por exemplo.
Ele também destaca que não existe uma forma correta para o ato. “Não acredito em jeito certo ou que as pessoas não saibam abraçar. E sim que, por conta de seus históricos de vida, o ato pode gerar vergonha, ser motivo de constrangimento ou apenas menos usual; mas um abraço bem dado, faz muito bem e está totalmente em alta. Uma ‘terapia’ mais do que recomendada e necessária diante da realidade da sociedade em que vivemos”, reforça.
Um elemento poderoso
Segundo Willian Lin, head trainer do Instituto i9c, que alia coaching e PNL (programação neurolinguística), o abraço é uma linda declaração em silêncio. “Ele transmite amor, reconhecimento, troca de energia, agradecimento, segurança, proteção, carinho, respeito e sensação de bem estar. Na PNL, muito mais que um gesto carinhoso, o ato é uma forma de comunicação não-verbal
Abraço como verbo
Dentro do calendário anual de ações, a Abraçolandia ganha destaque. “Trata-se de um evento social, cultural e recreativo. Inspirado em Walt Disney, mais especificamente na Disneylândia, ele tem como marca registrada atrações variadas para encantar adultos e crianças. Sem contar a ‘comitiva’ que realiza a recepção dos convidados com muitos abraços, que acabam emocionando quem chega. […] Também usamos a prática como objeto de integração quando realizamos visitas em instituições, com os internos/acolhidos e nossos voluntários. É uma forma de dar e receber amor e carinho de alguém que não conhecemos. Sem dúvidas, o maior beneficiado somos nós mesmos, pois a sensação de gratidão é algo indescritível”, destaca ela.
O melhor presente
E foi pensando no poder do gesto que ele, ao lado de Márcia Barbosa, colaboradora das Casas André Luiz, criou o Abraço Natalino, um evento que, desde 2010, reúne um grupo de pessoas na principal rua comercial de Guarulhos para trocar abraços na véspera do Natal. “A ideia surgiu a partir de um abraço fraterno entre nós dois, em um momento de profunda gratidão dela, que passara por um tratamento médico rigoroso com pleno êxito. Distribuir abraços gratuitos para as pessoas (muitas, absolutamente desconhecidas) foi a forma que encontramos de retribuir a Deus o que nós recebemos durante todo o ano em termos de saúde física, mental e espiritual. […] Até hoje, foram seis edições e as participações variaram bastante, mas a cada ano temos um número maior de pessoas”, conclui.
Quer participar? Em 24 de dezembro de 2016 (sábado) eles repetem a dose na rua D. Pedro II, Centro, em frente à Igreja Matriz, das 9h às 11h. O grupo fica reunido em uma área de 50m2 a 70m2 e terá o prazer de te receber. Com um abraço, é claro!
