O anúncio de que nesta sexta-feira, dia 18 de agosto, haveria reintegração de posse na Comunidade no Morro do Amor, próximo ao Carrefour e cruzamento da avenida Salgado Filho, na confluência com as avenidas Suplicy e Bartholomeu De Carlos acendeu o alerta para os moradores e comerciantes próximos ao local.
Temendo um protesto semelhante ao que ocorreu no último dia 21 de julho e que fechou a avenida Salgado Filho para o fluxo de veículos e precisou da ação policial para dispersar os manifestantes, há relatos de que as escolas do entorno irão suspender as aulas e que os comerciantes já teriam sido aconselhados a fecharem os seus comércios.
Consultada, via Assessoria de Imprensa, a Secretaria de Justiça afirmou, porém, que não há nenhuma desocupação prevista para o Morro do Amor no momento. Mesmo com a Prefeitura negando a ação, os moradores e comerciantes do entorno estão apreensivos e temem um confronto maior do que o ocorrido em julho.
Entenda o caso
No último dia 21 de julho, moradores da comunidade tomaram a avenida Salgado Filho, na esquina com a avenida Suplicy, impedindo o fluxo de veículos. Munidos de faixas pedindo moradia e dignidade, os manifestantes atearam fogo em pneus, o que causou grande transtorno para quem trafegava tanto no sentido Centro quanto bairro. A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros estiveram no local.
O protesto aconteceu porque moradores do Morro do Amor foram notificados de sentença judicial, devido a ação do Ministério Público do Estado de São Paulo, que os obriga a deixar suas residências até amanhã (18/8). Em um comunicado, a Prefeitura orientava os moradores a se dirigirem à Secretaria Municipal de Habitação até 31 de julho para serem incluídos no Cadastro Habitacional de Interesse Social e se habilitem no Programa de Locação Social. (reproduzido abaixo).
Apenas uma pequena porção da área ocupada é de propriedade da Prefeitura. A maior parte é particular. O motivo da ação do MP é o perigo de desabamento de algumas residências situadas em área íngreme. Movimento dos moradores alega, entretanto, que apenas poucas residências correm esse risco e isso não seria motivo para desocupação de toda a área.