A paralisação dos professores da rede municipal, por um dia, na terça, foi o embrião para a deflagração de greve dos servidores municipais, a partir da segunda-feira, 21.
Para organizar a greve, diretores do Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública Municipal de Guarulhos (Stap) percorreram a base nesta quinta (17), distribuindo boletim de orientação. O Stap informa que a paralisação visa a derrubar o Decreto 33.226 do prefeito Sebastião Almeida (PT), “que corta ganhos salariais, restringe direitos e lesa conquistas”.
Segundo a diretoria do sindicato, embora o “pacote de maldades” atinja os professores de forma mais drástica, também fere direitos dos demais servidores, “congela garantias e suspende conquistas, como benefícios firmados em acordos coletivos, promoções, avaliações por desempenho e progressões previstas em planos de carreira”.
Para o presidente, Pedro Zanotti Filho, a alegação de Almeida de que a despesa com o funcionalismo chegou ao limite permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal não se sustenta, porque a dificuldade financeira da Prefeitura se deve a má gestão do governo e ao excesso de cargos comissionados.

