Claque
Usando camisetas pretas com o nome da CUT e do vereador petista Maurício Brinquinho, dezenas de pessoas ligadas aos sindicatos dos condutores do transporte de passageiros, construção civil e bancários fizeram ontem muita baderna na galeria da Câmara durante a votação do relatório que pedia o início das investigações para o afastamento do prefeito Almeida (PT). Bastava um parlamentar utilizar a tribuna para encaminhar favoravelmente a proposta, que todos já viravam de costas e levantavam seus braços mostrando o dedo do meio. Um belo exemplo de democracia.
Retaliação
Vereadores ligados ao governo que ontem foram favoráveis à continuidade do processo de impeachment do prefeito deverão nos próximos dias ver no Diário Oficial a exoneração de seus indicados que hoje ocupam algum cargo na Prefeitura. Apesar de conhecerem o velho estilo “olho por olho” dos petistas governarem, esses parlamentares preferiram pagar o preço e ficar de bem com os eleitores em ano eleitoral. Aqueles que ficaram ao lado de Almeida (PT) foram achincalhados nas redes sociais.
Tolerância zero
O tapa que o prefeiturável Moacir Souza (PT) deu na caixa de pizza que era carregada por um assessor do vereador Guti (PSB) no meio do plenário da Câmara fez com que todos os pedaços voassem a metros de distância. A cena fez lembrar a mesma truculência usada durante a votação do pedido de impeachment de Almeida em 2010, quando os petistas Alencar Santana e José Luiz arrancaram os fios e quebraram o note book que seria usado para a transmissão do vídeo gravado com a diretora da finada Ong Água e Vida. Detalhe: apesar do registro das imagens, Moacir apareceu na lista de votação como ausente.
Sem desperdício
Das quatro pizzas que circularam ontem a tarde no plenário da Câmara, uma foi salva pelos funcionários da Casa, que sem o menor constrangimento fizeram um lanchinho da tarde. A única reclamação foi a de que ela estava fria e o queijo endurecido. Também pudera: a iguaria italiana foi comprada na hora do almoço e ficou guardada no porta malas de um carro por horas. Os servidores pedem que da próxima vez os sabores venham variados e se possível com um refrigerante junto para ajudar a descer.
Fidelidade
O PTdoB e o PEN já anunciaram que nas próximas eleições estarão juntos numa coligação proporcional e correndo mais uma vez ao lado do PT na majoritária. De acordo com seus integrantes, não existe a mínima chance deles pularem do barco petista, já que não querem de forma alguma abrir mãos dos cargos públicos que possuem na atual administração.



