A disputa interna do PT terminou ontem, com a desistência de Moacir de Souza e seu apoio a Elói Pietá, que assim pôde reunir 160 votos e superar os 148 votos obtidos pelo oponente, o deputado Alencar Santana.
Para todos os efeitos e a julgar pelas cenas que se seguiram, reina a paz nas hostes petistas e todos estarão unidos em busca de continuar à frente da Prefeitura da cidade por mais 4 ou 8 anos, ou, quem sabe, mais 12, 16…
Fico imaginando com que ânimo o prefeito Almeida, que teve sua gestão criticada por Elói nos bastidores e entrevistas que antecederam o Encontro de ontem, irá apoiar a campanha de Pietá. Da mesma forma, qual será o empenho de Alencar em se mobilizar em favor de Elói nos redutos em que tem mais trânsito.
Pode ser que apóiem, mas que não façam muito esforço e que, até, por debaixo dos panos, coloquem energia em algum outro candidato da base de sustentação, Jorge Wilson (PRB), por exemplo. Nesse caso, mais Almeida do que Alencar; pois, afinal, o Xerife não concorre com o prefeito, mas concorre com Alencar, já que ambos são deputados estaduais e 2018 está logo aí.
Alencar tem mais motivos para apoiar a eleição de Pietá à Prefeitura, pois é a única chance de esticar sua carreira política. Ele precisa manter os cargos comissionados que tem na administração municipal e também do apoio do Executivo local a pleitos que as comunidades encaminham por seu intermédio. Se o PT perder a Prefeitura de Guarulhos, será muito difícil que Alencar se reeleja. Néfi Tales, Eduardo Soltur e Paulo Sérgio foram deputados estaduais e não se reelegeram sem apoio local. Aliás, Soltur e Paulo Sérgio foram eleitos pelo Prona, na sobra de votos de Havanir, a Enéas de saias.
Já Almeida pode vir a apoiar Elói por instinto de sobrevivência, mas, ainda que o PT continue administrando a cidade, é quase impossível que consiga ser eleito para qualquer cargo, já que sua popularidade é próxima de zero neste final de segundo mandato.
Depois, a gente confere.
Valdir Carleto

