Desrespeito

O direito de greve é garantido por lei, mas decidir de uma hora para outra, numa madrugada, sem avisar a população, principalmente num serviço essencial é sacanagem. Foi o que ocorreu na última sexta-feira, quando o sindicato dos motoristas de ônibus deixou milhares de pessoas na mão. Em épocas de crise e desemprego, às vezes uma falta ou um atraso no serviço pode ser a gota d’água para uma demissão. Por mais que a categoria tenha razão, desta forma ninguém ficará ao seu lado.

Pinguins

A expectativa hoje é de que no início da noite, os servidores públicos municipais congelem de frio na Praça Getúlio Vargas, durante a assembléia do sindicato que colocará em votação a proposta de parcelamento do reajuste salarial do funcionalismo. Antes de optar pela greve, a categoria precisa rejeitar oficialmente a proposta feita pela Prefeitura de parcelamento em oito vezes dos 9,34%, sem aumento nos vales alimentação e refeição. Se depender do prefeito Almeida (PT) vai até nevar.

Estratégia antiga

Está na cara que a proposta de reajuste salarial do funcionalismo público prevista para ser feita em oito parcelas é apenas uma tática do Executivo para começar as negociações. Acredita-se que o máximo que a Prefeitura fará será diminuir as frações. Pagar tudo de uma vez é pouco provável. Os servidores municipais até agora não descobriram se a proposta do prefeito Almeida (PT) foi um parcelamento ou um crediário.

Ariscos

Grande parte do funcionalismo público está com os olhos bem abertos acompanhando de perto os passos do STAP. No último encontro, na porta do DRH, sindicalistas se estranharam com alguns servidores, havendo inclusive a tentativa de tomada de microfone das mãos daqueles que estavam “falando demais”. A desconfiança é tão grande, que já tem gente apostando que supostamente o sindicato e a Prefeitura já teriam um acordo em mãos, inclusive assinado. Seria um parcelamento do reajuste em três vezes, mais umas moedas no VR e VA. Apesar do falatório, ninguém prova nada.

Mão na cabeça

Se arrependimento matasse, os dirigentes do PSC já estariam mortos e enterrados. O quiproquó envolvendo a GCM e os manifestantes anti Bolsonaro e Feliciano, não foi suficiente para transformar o evento realizado no último sábado numa tragédia. Uma trapalhada a mais foi necessária para que isso ocorresse. Durante os trabalhos, a carteira do deputado Gilberto Nascimento sumiu. De forma bastante indelicada, os presentes foram informados por meio do microfone, que ninguém sairia da Câmara sem ser revistado. O constrangimento foi geral. No final o caso foi abafado. Confiança é tudo na política!