Os agentes de apoio do Instituto Civitas, que presta serviços para as secretarias de Educação e Desenvolvimento e Assistência Social, bloqueiam neste momento, por volta das 14h, a avenida Tiradentes. Eles exigem que os pagamentos de salários e benefícios referentes ao mês de maio sejam feitos, mas, para isso, é necessário que a Prefeitura repasse a verba atrasada à organização. O trânsito está sendo desviado.

A concentração começou às 9h da manhã desta quarta-feira, 15, no Adamastor. A chegada à Prefeitura de Guarulhos foi por volta das 11h, após passarem pela Secretaria de Educação.

A Reportagem do Click Guarulhos apurou que faz sete dias que os salários estão atrasados. O ordenado do mês de abril foi pago em parcelas. Vale-refeição e vale-transporte também estão em atraso.

De acordo com manifestantes que optaram por não se identificar, foi solicitado aos organizadores do evento que aguardassem por 10 minutos para poder conversar com o prefeito Sebastião Almeida (PT). Após quase duas horas de espera, os manifestantes foram para a avenida Tiradentes não permitindo que nenhum carro, com exceção dos serviços de emergência, passassem. “Eles [Prefeitura] precisam ter respeito pela gente. Só queremos nossos salários, e sem parcelamento”, protestam. Não há previsão para que os manifestantes liberem o local. “Não tem previsão, só saímos daqui com uma resposta”. Os organizadores do ato conversam neste momento com o chefe do Executivo para chegarem a uma decisão.

Segundo reportagem do jornal Guarulhos Hoje, em entrevista com o presidente do Civitas, Ronaldo Gonçalves de Araújo, a Administração tem um débito com o Instituto de cerca de R$ 7 milhões, referentes a pagamentos que deveriam ser feitos este ano. Contrapondo a denúncia protocolizada no Ministério Publica que aponta o recebimento de cerca de R$ 4 milhões por serviços não feitos.

Os funcionários do Civitas temem que em setembro todos sejam demitidos, caso a Prefeitura não faça os pagamentos.