
Perda de tempo
Após 16 dias de greve, os professores municipais nadaram, nadaram e morreram na praia. Mesmo estando com a faca e o queijo nas mãos, a categoria estranhamente aceitou em assembléia a proposta da Prefeitura de parcelamento dos pagamentos após reunião ocorrida no Tribunal Regional do Trabalho. Se durante as manifestações um dos gritos de guerra era “nenhum direito a menos”, como aceitaram a divisão de parte dos valores atrasados em 12 vezes? Será que as famosas forças ocultas agiram mais uma vez em nosso município?
Incoerência?
Os professores de Guarulhos entraram em greve na última semana de julho, exatamente porque o prefeito descumpriu acordo firmado com a categoria junto ao TRT há mais de um ano. Apesar disso, os educadores aceitaram as promessas de pagamento parcelado de Sebastião Almeida (PT), que garante a quitação da dívida “se houver condições”. Como Almeida já está no final de seu segundo mandato e não existe possibilidade de reeleição, o abacaxi cairá nas mãos do próximo prefeito eleito. Ou alguém acredita que a continuação das negociações marcada para novembro, depois do segundo turno das eleições, terá a complacência dos petistas? Almeida deve estar desde ontem rindo à toa…
Pelegos?
Muitas pessoas ligadas à Prefeitura foram vistas infiltradas entre os professores na tarde de ontem durante a assembléia que optou pelo fim da greve da categoria. Segundo testemunhas, a tropa de choque pró-governo foi com tudo pra cima dos educadores a fim de fazer o convencimento de que a proposta de pagamento parcelada do prefeito Almeida era “muito boa”. Com o sucesso da empreitada, ontem no início da noite, o que mais se via na Praça Getúlio Vargas eram professores dizendo que “foram feitos de palhaço”. Há rumores de que os tais infiltrados, nem professores eram e na hora da votação levantaram os dois braços com todo o vigor. Seria possível? Sabe de nada, inocente…
Ator ?
O presidente em exercício do Stap, Rogério de Oliveira, falou com todas as letras na tribuna da Câmara durante a greve dos professores, que a proposta da Prefeitura era “indecente” e que negociar com o prefeito após as eleições só traria como resultado “um pé no bum bum dos educadores”. Apesar das belas (?) palavras, a conclusão do acordo com o prefeito ficou para depois do segundo turno, ou seja, seu discurso foi só para inglês ver. O pior de tudo é que o tal sindicalista está se achando o máximo, por ter disparado por duas vezes durante a sessão no Legislativo, a frase: “Fora, Temer”! Cada categoria tem o líder que merece…
Procura-se
O vereador Dr. Laércio Sandes (DEM) quer saber por onde anda o ex-secretário de Educação, Moacir Souza (PT), vereador licenciado, que durante a greve dos professores sumiu do mapa misteriosamente. Sandes gostaria de ouvir as explicações do colega parlamentar sobre o calote dado nos professores. Moacir, pré-candidato a vice-prefeito pelo PT deverá voltar às atividades legislativas na próxima terça-feira, dia 16, como se nada tivesse acontecido, uma vez que a paralisação já terminou.



