
Após o debate entre candidatos à Prefeitura de Guarulhos, realizado na tarde desta segunda-feira (26) na Câmara, Édson Albertão, do Psol, lamentou o pouco tempo que estes encontros permitem aos candidatos apresentarem suas propostas, mas acredita que conseguiu passar para o eleitor seu raciocínio: “Falamos algo realmente importante, que é a necessidade organizar a luta chamada ‘Fora, Temer’, nos organizando para garantir a luta pelos direitos do pobre, do trabalhador”, afirmou. “Hoje o principal norte para qualquer debate é dizer ao povo resistir a tudo que está sendo planejado contra nós, pois o povo tem o direito de se rebelar contra este fato novo que apareceu com o golpe, ou seja, a perda de direitos”, acrescentou.
Ao candidato do Psol incomoda ouvir pessoas propondo ações incoerentes: “Dizem querer reduzir a secretarias, mas pretendem criar uma secretaria do turismo, querem mandar os funcionários comissionados embora, mas não dizem que os secretários são comissionados”, exemplificou. “Há uma vontade de se dizer o que o povo quer ouvir, de mentir descaradamente”, criticou.
De qualquer forma, Albertão acredita que este tipo de debate ajuda o eleitor a tirar algumas dúvidas, perceber a forma de falar, de se expressar. “Fica claro, pelo menos para mim, que algumas figuras de direita sequer sabem que são de direita, o que é um indicador de que filosoficamente não pensam nada e quem não pensa nada é incapaz de realizar qualquer coisa”, declarou.
Caso seja eleito, Édson Albertão pretende radicalizar a democracia, organizando conselhos populares por toda a cidade, em várias áreas: “Seria uma forma de a população se aproximar do Executivo e exercer esse poder, dualizando inclusive com a Câmara Municipal, realizando um poder melhor, mais democrático, mais direto”, afirmou. Em sua opinião, isso esvaziaria os poderes da Câmara, que se faz coisas para as quais não foi concebida. “O vereador tem que fiscalizar o Executivo e propor leis, mas diz para todos que faz obras, o que é uma mentira, vereador que diz isso é um mentiroso”, criticou. “Vereador acaba fazendo acordos de bastidores com o prefeito para aprovar leis, em troca de regalias, indicações, nomeações, e isso tem que acabar”, finalizou.



