A Procuradoria da Audiência Nacional da Espanha pediu nesta quarta, 23, uma pena de dois anos de prisão para o atacante Neymar por corrupção nos contratos celebrados com o Barcelona, em 2013. Segundo o UOL, a base para a queixa vem do fundo de investimentos da empresa brasileira DIS, ex-detentora dos direitos de Neymar, que reivindica porcentagem maior na transação do craque para a Espanha.
Além do craque, o procurador José Perals recomenda a pena de cinco anos de prisão ao ex-presidente do Barcelona, Sandro Rosell, considerado como a pessoa responsável pelo contrato com o brasileiro. Perals pleiteia multa de R$ 8,4 milhões de euros ao clube catalão. Também estão envolvidos o pai do jogador e o ex-presidente do Santos, Odilio Rodrigues.
O processo contra Neymar na Audiência Nacional foi reaberto em outubro, por ordem da quarta seção penal da Corte, após ter sido engavetado pelo juiz José de la Mata. A controvérsia deriva de uma causa aberta em 2015 pelo fundo de investimentos DIS, que tinha 40% dos direitos do craque.
Segundo o UOL, a família de Neymar é acusada de omitir o valor verdadeiro da transação do atleta para o time espanhol, ocorrida em 2013. Oficialmente, a venda foi firmada em 17,1 milhões de euros. A DIS detinha 40% dos direitos do craque. O Santos possuía 55%, e Teísa possuía 5%. Paralelamente ao acordo, o Barcelona pagou 40 milhões de euros diretamente para a empresa N&N, dos pais do jogador. No processo que tramita na Espanha, a DIS entende que essa quantia fazia parte da negociação e que, portanto, deveria ser repartida entre os então detentores dos direitos.

