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Intolerância alimentar

Por Val Oliveira

Dietas sem glúten ou lactose, ficar longe de comidas como ovos, chocolates, peixes e frutos do mar, não ingerir café, são apenas alguns exemplos, entre tantos outros, dos cuidados com as refeições de uma pessoa que tem intolerância alimentar.

De acordo com Isabella Alencar, nutricionista do Spa Julio Ganiko, a intolerância alimentar acontece quando o organismo não reconhece o alimento e provoca reações como, por exemplo, dor de cabeça e enxaqueca, rinite, cansaço, ansiedade, gastrite e ganho de peso.
“A sensibilidade alimentar pode causar diversos sintomas tanto no sistema digestivo quanto fora dele. No sistema digestivo causa refluxo ácido, excesso de gases, inchaço, diarreia ou constipação, inflamação ou irritabilidade intestinal. Também provoca enxaqueca, dores articulares, sinusite crônica, fadiga, ansiedade, depressão, insônia, ganho de peso, problemas do trato respiratório e pele como a dermatite, entre outros”, enumera.

Causas

Para a profissional, um dos principais fatores que contribuem para intolerância é a monotonia alimentar, com dieta pobre em nutrientes, falta de mastigação e a flora intestinal em desequilíbrio. “O nosso aparelho digestivo é um sistema complexo. Pode parecer simples: comemos, absorvemos e eliminamos. No entanto, há muitos passos para completar este processo e muitos nutrientes são necessários para que as coisas corram bem. Usamos enzimas, minerais e até mesmo bactérias para digerir os alimentos. E quando um desses elementos está fora de equilíbrio, ou não está funcionando de forma ideal, todo o sistema sai dos trilhos. Um dos efeitos de um desequilíbrio no sistema pode ser uma sensibilidade alimentar”, explica.

Teste de intolerância

A intolerância não é fácil de ser identificada sem ajuda profissional exatamente porque os sintomas podem aparecer dias depois do consumo de determinados alimentos. “Ao consumir o alimento acontecem inflamações no local, que vão se tornando crônicas sem que a pessoa saiba que é alimentar. Há alimentos que chamamos de mais propensos como leite, trigo, amendoim e ovo, mas muitas pessoas reagem a feijão, arroz, milho, fermento ou tomate, o que torna difícil saber sem a realização do exame.

O teste de intolerância que Isabella aplica em suas consultas usa tecnologia certificada internacionalmente e tem capacidade para detectar sensibilidade em até 59 alimentos diferentes. “O exame Detective Food, desenvolvido pela Universidade de Cambridge, Inglaterra, avalia 59 alimentos. O teste é feito no consultório e em uma hora temos o resultado. […] O conhecimento dos alimentos que podem causar reações é de grande auxilio para a manutenção da saúde. É recomendado para pessoas que apresentam sintomas, como também para quem busca uma alimentação personalizada, com os alimentos compatíveis ao seu organismo”, confirma.

Além do teste te intolerância, é feito avaliação dos hábitos alimentas e da composição corporal, bem como consultas periódicas para avaliação de evolução ou adequação do tratamento.

Intolerância x Alergia

Isabella diz ser muito importante a diferenciação entre intolerância alimentar e alergia. O tempo de reação do organismo ao alimento ingerido já pode ser um indício se é alergia ou intolerância. “Alergias, que são mediadas por anticorpos chamados IgE, são reações imediatas e intensas na pele, respiratórias ou o edema de glote (fechamento da garganta), comum em pessoas alérgicas a camarão. A intolerância causa reações mais tardias, é mediada por outros anticorpos (IgG), e gera reações inflamatórias e crônicas”, detalha.

Erros comuns

Para a nutricionista, o erro mais comum que se comete ao tentar livrar-se do problema é basear-se em informações que são disseminadas de forma errônea e fora de um contexto. Pois, a dieta da moda ou o cardápio seguido por uma pessoa, pode não ser adequado para outra. “Há muitos mitos na alimentação como, por exemplo, comer uma barrinha de cereal, que geralmente é cheia de açúcar. Outra coisa é cortar toda a gordura da dieta, quando na verdade precisamos dela para emagrecer, ter energia e melhorar várias doenças” exemplifica, ressaltando a necessidade de se buscar sempre orientação de um profissional qualificado.

Isabella Alencar – Nutricionista
Spa Julio Ganiko
www.spajulioganiko.com.br